sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

SORTEADO RIFA PROMOVIDO PELO CENTRO DE DIREITO HUMANOS PE. JOSIMO

Foi realizado nesta sexta feira(31/12) as 17 horaso sorteio do conjunto de jóia (anel e tornozeleira) em ouro. A rifa que foi promovida pelo Centro de Direitos Humanos Pe. Josimo tinha por objetivo levantar fundos para organizar a sede do centro que passará a funcionar em 2011 tendo um local fixo para as discussões.

Participaram do sorteio 200 pontos que possilitou a arrecadação de R$1.500,00.



Assista o sorteio



NÚMERO SORTEADO 155

– COMPRADOR: PAULO SANTANA
- VENDEDORA: CONCEIÇÃO AMORIM
- LOCAL: IMPERATRIZ


MUITO OBRIGADA A TODOS E TODAS QUE SOLIDARIAMENTE CONTRIBUIRAM COM NOSSA CAMPANHA FIANANCEIRA.

MUITRAS ALEGRIAS E FELICIDADES NO ANO QUE EM POUCAS HORAS SE INCIARÁ!
QUE A SOLIDARIEDADE SEJA NOSSA FONTE DE ENERGIA PARA TRANSFORMAR O MUNDO!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

CENTRO DE DIREITOS HUMANOS PROMOVE RIFA DE DUAS JÓIAS EM OURO

O Centro de Promoção da Cidadania e direitos Humanos – Pe. Josimo realizará no dia 31 de dezembro uma rifa de duas jóias em ouro (anel e tornozeleira). O ganhador da rifa terá em mãos uma valiosa jóia para presentear alguém especial e também ajudará na campanha financeira do Centro que está alugando um espaço fixo para realizar suas atividades em Imperatriz.

O Sorteio será neste dia 31/12 às 17hs e o resultado do ganhador será divulgado aqui no blog, a entrega será no mesmo dia.

Quem quiser adquirir um ponto da rifa que custa apenas R$5,00 pode entrar em contato pelo blog ou pelo celular: 99-8828-9939(Wilson) ou Conceição Amorim celular: 99-9647-5051


Foto da jóias:

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

TEORIA versus PRÁXIS, A ESQUERDA AINDA NÃO SOUBE DOSAR AS DUAS.

Grandes pensadores da teoria de esquerda (Marx, Engels, Lênin, Gramsci etc) sempre se depararam com o problema de por em prática as análises feitas sobre a realidade vivida pela classe operária, pois a grande preocupação desses pensadores é fazer com que os trabalhadores passem a conhecer cientificamente as variáveis que levam a sua exploração, chegando sempre a conclusão de que apenas eles[classe trabalhadora] podem fazer e manter um processo revolucionário.

Nos exemplos de processos revolucionários os mais consistentes foram aqueles que tiveram o uso mais aprofundado das teorias, pressupondo então, que as revoluções surgiram da absorvição da teoria? Não, mais sem teoria qualquer processo revolucionário tenderá à sua derrocada, seja pela aplicação de medidas adaptadas ao imediatismo, seja pela pressa em resolver problemas isolados do indivíduo da classe.

Todas as lideranças que tem a práxis como norteador de suas ações e tem uma mínima consciência de classe inevitavelmente tiveram algum contato com a teoria ou estão buscando-a para terem mais consistência.

A práxis, trás na sua essência o conhecimento do contato com a luta real e é essa experiência que embasa os teóricos a estarem sempre reanalisando os objetos já estudados em uma nova visão ou a detecção de novos objetos que tem relação direta ao objeto já estudado, ou seja, a práxis gera mais teoria. Ambos, teoria e práxis surgem dos conflitos de classe e seus processos de exploração e desigualdade nas sociedades.

Então por que é tão difícil a convivência da teoria de esquerda e da prática de esquerda? Certamente, entre a conciliação das duas está uma outra teoria que se autoproclama a única solução, a teoria capitalista, que coloca os atores das mais diversas classes sociais como meros “gladiadores”. Para o capitalismo o desenvolvimento de uma sociedade não vem de um processo de conscientização de massa, muito menos do estudo da natureza, causas e efeitos. Sendo assim não há necessidade de práxis, pois a teoria está deslocada de seus agentes, ela é parte integrante exclusivamente de governos e corporações que pensam para si.

A solução mais lógica para equacionar o problema seria a ida dos teóricos ao meio onde a práxis existe - o própria teórico indo à práxis -, mas essa ida não pode ser apenas para captar os objetos ou para fontes de estudos para suas teorias, tampouco impor ou mesmo agir contra sua concepção. Desta feita, sua teoria estará - de forma inicial - sendo posta em contato com a práxis, e, a práxis discutindo a teoria. Desse confronto sairá uma experiência conjunta entre teoria e práxis que pode ajudar na organização mais coesa da luta dos trabalhadores para seu fortalecimento contra a teoria reacionária vigente.
Texto publicano no Jornal Noticias Populares edição 12/2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

COMBRANÇA ABUSIVA DA EMPRESA PIPES EM PORTO FRANCO

Em Porto Franco a empresa PIPES, empresa que faz o translado de veiculo e pessoas entre as cidades de Porto Franco à Tocantinópolis, passou a cobrança de forma abusiva a passagem da moto que custa R$4,00, agora além da passagem da moto passaram a cobrar também do condutor e de seu garupa. Essa cobrança passou a ser feita a condutores de motocicletas após ordem da gerencia, sem nenhum controle por parte da autorizadora da concessão, a prefeitura de Porto Franco.



GRAVAÇÃO: Ubirajara

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

GESTÃO MADEIRA PRATICA CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA

A criminalização dos movimentos sociais e da pobreza é uma tendência mundial, nesse sistema capitalista a cada dia mais pessoas ficam à margem do que seria o acolhimento do estado.

Nesta terça-feira, 21, a secretária de assistência social do município de Imperatriz, Mirian Reis ao dar esclarecimentos durante o jornal da Mirante sobre as medidas tomadas para combater a permanência de crianças trabalhando no lixão municipal. Fiquei curioso em saber quais seriam essas medidas. A senhora secretária que representa o governo madeira não teve o menor constrangimento ao relatar que após reunir com órgãos da promotoria e da PM a única medida que será tomada para “resolver” o problema será a instalação de uma guarnição da policia militar para impedir a entrada de menores no local além de instalar um outdoor para conscientizar os pais de que trabalho infantil é crime.

Senhores gestores, crime é o que vocês fazem com as populações carentes. Pôr policiais para intimidar os pais das crianças a não levarem seus filhos a um local insalubre como o lixão não é, e nunca será uma medida plausível de uma gestão, se sua preocupação em evitar a permanência de crianças no lixão para não gerar matéria jornalística que venha denegrir essa gestão que está pouco se lixando com os bem estar das pessoas das periferias é no mínimo irresponsável.

O poder público municipal deveria era tomar medidas concretas para dar oportunidades de ocupação digna para as pessoas que tem no lixo a principal fonte de renda e, seus filhos o lixão como um local de “lazer” ou de simples convívio e produção junto com seus pais.

Essa medida reflete bem como os governos neoliberais tratam a pobreza, é uma vergonha o que estamos vendo. A tal medida que busca solucionar o problema é tão mais escabrosa que o próprio fato do trabalho infantil, transformar essa situação desumana em um simples caso de policia, não resolverá a situação lamentável pela qual passa as famílias que tiram seu sustento do que deixa de sustentar muitas famílias de nosso município.

Como secretária de assistência social a senhora Mirian Reis andou longe de cumprir com as atribuições da pasta, como secretária de uma gestão da elite acertou em cheio de como se deve solucionar um problema, apenas jogando o “lixo” para debaixo do tapete e chamando a mídia para registrar o feito.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

ESCOLA MILITAR TIRADENTES DE IMPERATRIZ, MAIS UMA FARÇA DO GOVERNO ROSENGANA

Neste ano a escola estadual Jonas Ribeiro foi ocupada pela PM do Maranhão com ordem da governadora do Estado, Roseana Sarney e o gerente Regional de Educação, Agostinho Noleto. Essa ocupação que seria a criação de uma escola militar em Imperatriz foi usada na campanha eleitoral como uma ação do governo usurpador da então candidata.

Os alunos da escola Jonas Ribeiro passaram por um processo de “despejo”, sendo que para o ingresso, em vagas restantes não ocupadas por filhos de militares, seriam completadas após um processo seletivo. Muitos moradores adjacentes ao colégio que tinha filhos estudando em escolas particulares de Imperatriz concorreram a essas vagas com a esperança de que seus filhos pudessem estudar em uma escola de perfil militar.

Hoje, o Colégio Jonas Ribeiro/EMT tem duas administrações, uma civil, que é responsável pela gestão dos recursos do Programa de Desenvolvimento da Educação-PDE e pedagógico; e outra militar, que é responsável pelo regime “disciplinar” e o gerenciamento dos recursos arrecadados pelas “mensalidades” que passou a ser cobrado dos pais dos alunos do Colégio Militar, mensalidade essa que não tem nenhum aparato legal, pois o ensino deve ser público e gratuito.

No ultimo censo escolar o número de alunos é de 799, isso significa dizer que o montante mensal arrecadado com os R$15,00 por aluno é de R$11.985,00, esses recursos são recebidos em dinheiro “vivo” através de carnês pelos militares que até agora não se refletiu em melhorias nas instalações.

Para a comunidade de Imperatriz o fato dos alunos vestirem uma farda nas cores da policia militar, bater continência, cantar o hino nacional todos os dias e ter o nome de “Escola Militar Tiradentes”. Na prática essa ocupação trouxe problemas à comunidade que passou a ter que pagar taxas para terem seus filhos estudando próximo de casa, há relatos que uma policial que trabalha na escola trata “carinhosamente” os estudantes por “marginaiszinhos”, esse seria a qualidade do ensino militar?

Assim como as promessas de Roseane e sua corja de secretários e gerentes regionais só tem mesmo é muita propaganda, não podemos nos esquecer das ditas UPAS, uma delas construídas há mais de quatro meses está fechada e pelo jeito vai permanecer assim por muito mais, basta ver o outro exemplo da nova rodoviária de Imperatriz ou a iluminação da ponte sobre o rio Tocantins, a estação de tratamento de esgoto, MA 280 e muitas obras que quanto tem inicio não tem fim e quando tem fim não tem utilidade. Não é exagero dizermos que o maranhão só está no atraso devido a esse grupo e muitos outros que sustentam essa política de enganação.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

SONHO COMERCIAL DE NATAL DO CDL E DA GESTÃO MUNICIPAL

Tenho dito aqui várias vezes de como o poder público trabalha para o privado, graças a nossos leitores como Carlos Castro nos ajuda a expor outras formas para exemplificar isso.

Nessa época a Praça de Fátima passa a ser um território privado, nos velhos moldes da propriedade privada, cedido pelo poder público municipal o espaço é ocupado pela Câmara de Diretores Lojistas de Imperatriz que se aproveita do tema natalino para fazer o apelo comercial, o mais irônico de tudo isso é o lema escolhido para esse ano da campanha “Sonho de Natal - Mágico, Solidário e Premiado para Você”. O que pode parecer sonho para o CDL é bem real para as famílias que precisam mostrar o valor($) que dão à data através do valores gastos em compras; O solidário cai por terra ao se deparar à frente do “Papai Noel do CDL” e ter que pagar uma taxa de R$8,00, se não tiver o valor pago na hora, a solidariedade de ceder a imagem do bom velhinho vai ficar para a próxima; Prêmio? Bom esse é bancado pelo alto índice de consumo à custa de sacrifícios dos consumidores para não passar em branco pela data, incentivado pela propaganda consumista, que garante o repasse dessa pequena parte a poucos contemplados.

O Papai Noel do CDL é um velhinho sem coração, está lá para faturar à custa dos sonhos das crianças que visualizam na figura natalina a esperança de que possa ganhar um presente, muitas delas tem consciência de que seus pais já têm muita dificuldade de garantir o básico. Mas sem nenhuma solidariedade o velhinho se nega a fotografar com um sorriso ao lado da criança, mesmo que a máquina seja sua, aliás, não é permitida a entrada de máquinas digitais.

O relato de Carlos Castro mostra bem quanta indignação com a atitude do CDL e da prefeitura: “Na Praça de Fátima, a prefeitura cede a Praça pro CDL e o CDL esfola as pessoas cobrando oito reais, para tirar uma foto com o Papai Noel, e o pior não tem nenhuma informação dizendo o preço da foto, só lá dentro é que somos extorquidos com tamanha tirania. Gente humilde fica na fila com seus filhos e quando entra tem que sair constrangido por não ter a quantia. Se a praça é do povo, porque o povo tem que pagar?”

Vejam como o poder público é complacente com essa situação, não custaria nada, ou melhor, custaria sim, mais como é nosso dinheiro, valeria à pena disponibilizar uma figura de papai Noel em plena Praça de Fátima irrestrito, onde os filhos dos trabalhadores possam fotografar ou ao mesmo ver. Mas não, o único Papai Noel que as crianças podem ver é aquele que gera lucro pra alguém.

O SIGNIFICADO DA ROÇA: NOEMI PORRO

Trecho da palestra de Noemi Porro(UFPA) durante o seminário promovido pelo MIQCB (Movimento Interestadual das Quebradeira de Coco) e Imperatriz.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

LIDERANÇAS DEFENDEM REORGANIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS.

Após oito anos de governo Lula/PT que teve a competência de anestesiar os movimentos populares que reivindicam a reforma agrária ou políticas públicas para a manutenção e o fomento à produção familiar rural parece ter passado seu efeito.

No seminário promovido pelo MIQCB – Movimento interestadual das quebradeiras de coco que reuniu lideranças de base para discutir os impactos causados pela implantação da Suzano e de outros empreendimentos sob os pequenos produtores rurais e principalmente as quebradeiras de coco. Percebemos que essas lideranças estão dispostas a ressurgir na luta para continuar em busca de suas bandeiras, agora, sabendo que o governo e os militantes que continuam vinculados aos interesses dos grandes empreendimentos deixaram de ser “companheiros” e passaram a ser “inimigos” da luta e de classe.

Seria mera coincidência essa rearticulação dos movimentos com o “fim” do governo LULA? O PT deixou de ser o partido no qual os militantes da luta pela terra tinham como vetor para alcançar as conquistas e, na figura do operário que virou presidente a esperança em ver seus clamores sendo atendidos. Como poder já não é mais representado por ele as lideranças chegam à conclusão de que é necessário reacender a luta.

Mesmo que Dilma Rousself repita no governo o que foi a campanha para presidência, tendo a sua sombra LULA, a própria campanha mostrou que a anestesia já não teve o mesmo efeito, por que teria durante o novo mandato? Além do mais, a composição desse governo mostra, cada vez mais, a dependência da manutenção – mais ampla – das alianças representada nos cargos dos ministérios de partidos de direita e oligarcas.

Reforçando essa visão, todas as militantes do movimento de quebradeiras de coco e outros movimentos reconheceram que aqueles que outrora eram os seus aliados de luta e de partido hoje defendem o interesse privado ou do capital econômico, renegando assim o capital da tradição e das liberdades. Agronegocio, monocultura, barragens, desmatamentos viraram a nova base de sustentação do PT.

A Suzano, que está se implantando no Maranhão tem em seus quadros de funcionários filiados do partido dos trabalhadores que segue a mesma diretriz nacional. Órgãos atrelados ao governo do PT como ICMBio e CENTRU, seja o órgão ou servidores que se aproveitam do cargo, são identificados como meros conciliadores de conflitos, procuram convencer os trabalhadores de que o projeto Suzano – monocultura de eucalipto – pode perfeitamente conviver com os interesses dos pequenos produtores e das quebradeiras.

Se haverá mesmo uma ascendência das lutas ainda é cedo para afirmarmos, mais que as lideranças estão conscientes de que a aposta no operário e no partido dos trabalhadores foi uma aposta que perderam os trabalhadores isso parece ter sido reconhecido. Assim, podemos dizer que é o primeiro passo para uma reorganização dos movimentos.

Costumamos dizer que no processo de conciliação de classe só quem perde é o trabalhador, está dado mais um exemplo, fico com a fala de uma das quebradeiras de coco: “precisamos ir em busca da revolução”, isso significa, não aceitar mais anestésicos para as dores.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

MIQCB PROMOVE SEMINÁRIO PARA ANALISAR IMPACTOS DA SUZANO NO MARANHÃO

O MIQCB (Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu) iniciou nesta terça-feira(14) no Centro Anajás um seminário que visa debateu os impactos decorrentes do empreendimento da Suzano no Maranhão.

O seminário reuniu as coordenações de quatro regionais (Maranhão, Pará, Tocantins e Piauí), lideranças históricas na luta pela reforma agrária e pela defesa dos povos tradicionais além de pesquisadores que fizeram exposições sobre o tema.

Na ocasião os presentes relataram os problemas que estão desestruturando essas comunidades, denunciaram que servidores de órgãos que deveriam defender políticas públicas para essas comunidade mas que estão defendendo na verdade os interesses da empresa. Foram citados órgãos como o CMBio e o CENTRU que estariam indo a serviço da Suzano. Devido ao acesso livre às comunidades, usam dessa confiança para convencer os trabalhadores e as quebradeiras de coco para defender o empreendimento além de vender suas propriedades.

A Suzano já estaria barrando o acesso das trabalhadoras às áreas de coco ou a locais de pesca do riacho Cinzeiro. Lideranças que resistem à tentação têm sido coagidas por representantes de órgãos que tem contato direto com a questão de garantir as condições necessárias à implantação da empresa Suzano, fato esse que deve ser comunicado ao ministério público para que acompanhe o caso.

Nesta quarta, (15), o seminário deve concluir com um documento reforçando o posicionamento dessas lideranças que não aceita a “escravidão” oferecida pelo empreendimento, sem o reconhecimento das reais necessidades dessas comunidades que são: a garantir e a manutenção dos babaçuais e o direito ao livre acesso.

Via Campesina rechaça proposta de Aldo Rebelo para o Código Florestal

Diante da pressão da bancada ruralista para aprovar neste ano o relatório do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB), que flexibiliza o Código Florestal, os movimentos que compõem a Via Campesina Brasil reafirmam a sua posição pela manutenção da legislação vigente e contra o relatório em discussão.

"A Via Campesina Brasil reafirma a sua posição pela manutenção do atual Código Florestal Brasileiro. Rechaçamos a proposta de alteração apresentada pelo deputado Aldo Rebelo, que incorpora as grandes pautas dos ruralistas, como redução da Área de Preservação Permanente e a anistia das multas por desmatamentos", afirma nota com a posição oficial da Via Campesina.

Leia também
"Relatório de Aldo Rebelo prejudicará milhares de camponeses"

Abaixo, a nota da Via Campesina Brasil.

A Via Campesina Brasil reafirma a sua posição pela manutenção do atual Código Florestal Brasileiro.

Rechaçamos a proposta de alteração apresentada pelo deputado Aldo Rebelo, que incorpora as grandes pautas dos ruralistas, como redução da Área de Preservação Permanente e a anistia das multas por desmatamentos.

O Código Florestal é uma legislação inovadora, que está pautada pela utilização sustentável da floresta. Ao contrário do que dizem os ruralistas e seus aliados, o Código Florestal não cria áreas improdutivas, intocadas.

Ele apenas define que, acima dos interesses privados e do lucro, está o interesse de toda a sociedade brasileira para que a floresta seja usada de forma sustentável.

A Via Campesina defende um amplo pacote de políticas públicas e programas que possibilitem a utilização sustentável das áreas de preservação permanente e de reserva legal.

Desde 2009, apresentamos como propostas assistência técnica capacitada para o manejo florestal comunitário; crédito e fomento para desenvolvimento produtivo diversificado; recuperação das áreas degradadas com sistemas agroflorestais; planos de manejo madeireiro e não-madeireiro simplificados; canais de comercialização institucional que viabilizem a produção oriunda das florestas.

Para quem produz alimento, que são os agricultores camponeses, quilombolas e indígenas, o Código Florestal não é um problema, mas sim a ausência do Estado em sua correta implementação.

Para o latifúndio do agronegócio, que se utiliza da monocultura, de quantidades gigantescas de agrotóxicos e de trabalho escravo, o Código Florestal é um empecilho, que deve ser destruído assim como as florestas da Amazônia, da Caatinga e do Cerrado.

É fundamental lembrarmos que a proposta apresentada pelo deputado Aldo Rebelo é apoiada somente pelos ruralistas.

Além da oposição de partidos como PT, PV e PSol, o relatório do deputado foi rechaçado por todos os grandes movimentos sociais do campo brasileiro, pelas principais entidades de pesquisa acadêmica do país e por inúmeras organizações e intelectuais.

Em mais um esforço para a destruição do Código Florestal, deputado Aldo está pressionando os líderes dos partidos a dar caráter de urgência ao seu relatório, colocando-o para votação imediata.

É evidente a manobra do deputado e da bancada ruralista, que visa apenas evitar o debate aprofundado da sociedade. Querem no apagar das luzes de seus mandatos imprimir um golpe fatal contra o meio ambiente e toda a sociedade brasileira, em uma atitude totalmente antidemocrática.

Conclamamos toda a sociedade e, em especial, às organizações aliadas da luta da Via Campesina, a enviarem correios eletrônicos para todos os deputados federais, exigindo que haja mais tempo para o debate desse tema tão importante e tão polêmico.

A mobilização social é fundamental, pois com o encerramento do ano essa votação pode acontecer a qualquer momento, a partir desta terça-feira, dia 14 de dezembro.

Digamos não ao pedido de urgência para o relatório do deputado Aldo Rebelo!

Via Campesina Brasil
Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal - ABEEF
Conselho Indigenista Missionário – CIMI
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Movimento das Mulheres Camponesas – MMC
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Movimentos dos Pescadores e Pescadoras Artesanais
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Pastoral da Juventude Rural - PJR

FONTE: MST

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

SAÚDE NA UTI, MÉDICA RESPONSÁVEL: CONCEIÇÃO MADEIRA

A estratégia do Prefeito Sebastião Madeira colocando sua esposa como secretária da pasta da saúde para sanar as insatisfações no atendimento pode até ter dado certo, mas o fato é que o atendimento ainda continua em estado crítico.

Servidores do Socorrão declaram estar se sentindo impotentes por falta de medicamentos e condições básicas para atender a população. Além da dura realidade no único hospital de pronto atendimento de Imperatriz – dois anos se passou e nenhum dos hospitais prometidos em campanha por Sebastião Madeira saiu se quer de suas promessas – corre os comentários que mulher “ipê” propaga pelos quatro cantos de Imperatriz que ela não sai da pasta, haja o que houver.

Será que o governo Madeira resiste os próximos dois anos tendo a frente da pasta da saúde sua mulher gerenciando o caos?
As funcionárias dizem que o péssimo atendimento já é tão comum que a população já se conformou, já não reclama mais. O sentimento de que é assim mesmo leva paciente a aceitarem de tudo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

PARA O CAPITALISMO SÓ TEM VALOR QUEM CONSOME

No modo de produção capitalista, a acumulação de capital, a posse da propriedade privada e o poder de consumo medem o valor do homem. Ou seja, tem mais valor na sociedade capitalista quem tem mais posses.

Tomando como referência que um povo reflete a ideologia dominante – a ideologia do capital – então, encontramos a fonte do ódio, do preconceito e da intolerância que culmina em atos de xenofobia. Os nordestinos, por terem baixo índice de poder econômico, negros e homossexuais são os que mais sofrem com esse poder excludente que o capitalismo gera entre as classes sociais.

A submissão dos menos favorecidos esperada pelas elites cria uma barreira de segregação e desigualdade cada vez mais visível dentro das classes sociais. Até aqueles que sofrem o preconceito de classe nutre no seu interior o desejo de poder alcançar o padrão de consumo para garantir sua segurança e o “direito” de replicar o mesmo ato preconceituoso que outrora contestava.

Outro exemplo que não interessa à sociedade capitalista, que não consome ou que não gera as condições de acumulação é a questão indígena na região sul do Maranhão. Populações indígenas têm sofrido uma pressão do povo branco com a ocupação e o avanço das cidades em seus territórios. Hoje não são mais de sua posse, mas quem deu ao branco? A inclusão “forçada” dos indígenas à sociedade dos brancos sempre foi problemática. Primeiro os navegantes portugueses, hoje o branco vindo de cidades próximas.

Os indígenas são expostos a um nível de xenofobia ainda maior que os pobres, nordestinos, negros e homossexuais, pois, para eles o sentimento de posse e acumulação de riqueza não faz parte de sua cultura. A necessidade de mais terra passa única e exclusivamente pela garantia de sobrevivência.

Os nordestinos refutaram com indignação o ponto de vista preconceituoso colocado por uma moradora do sudeste, em relação à expressiva votação obtida por Dilma Rousseff: "Nordestino não é gente. Faça um favor a São Paulo: mate um nordestino afogado" escreveu Mayara Petruso em seu Twitter. Logo em seguida tem uma postura segregadora pelo fato de que o órgão responsável em defender seus interesses dos índios no mundo branco viu a necessidade de ampliação de sua área. Daí saiu muitos comentários que igualam o ponto de vista da moradora do sudeste, de que para eles o nordestino não tem importância para o país. Para o sul maranhense quem não tem valor são os índios. O elo entre os dois é o fato que tanto um[nordestinos] quanto o outro[indígenas] não contribuem para o capitalismo, não tem poder de consumo.
Texto publicado no Jornal Noticias Populares 12/2010