sábado, 31 de outubro de 2009

APAC INAUGURA ESCRITÓRIO EM IMPERATRIZ


A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados-APAC de Imperatriz se prepara para inaugurar escritório da instituição na rua Leôncio Pires Dourado, 1098-B (Praça da Bíblia ao lado da rádio Missão FM), nesta quarta-feira dia 04/11 as 19:30 h.

A APAC já funciona há mais de 30 anos. Sendo criada em São José dos Campos, encontrou um terreno fértil no estado de Minas Gerais, onde é coordenada pelo Tribunal de Justiça do Estado através do Projeto "Novos Rumos na Execução Penal" e tem principal parceiro o governo do Estado e a sociedade civil. No referido estado a APAC está presente em mais de 250 municípios mineiros, sendo que há 20 anos inaugurou em Itaúna o primeiro presídio do mundo construído com a participação total da sociedade, e o primeiro do mundo que funciona sem a presença de polícia e onde o índice de reintegração social de presidiários alcança 91% de recuperados. Ou seja de cada 100 presos que cumprem pena nos CRS da APAC, 91 saem sem retornar. A metodologia APAC também é usada pela Prison Fellowship Internacional - PFI, uma Federação Mundial de Prisões, que atua em mais de 120 paises, que já aplica a metodologia em mais de 30 países. Vale lembrar ainda que a PFI é um órgão que mantém status categoria lll na Organização das Nações Unidas - ONU, para prevenção da criminalidade.

Em Imperatriz sobre a presidência do pastor Walmir Nogueira da Silva, a APAC vem se estruturando para fazer este belo trabalho. Para este evento ele conta com a participação de todos os Imperatrizenses, uma vez que a APAC é uma parceira da Justiça na recuperação do preso, no socorro a vítima, na promoção da Justiça e na proteção da sociedade.

Pr. Walmir Nogueira
Presidente da APAC

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

GUERRA DOS MUNDOS

Vender o "paraíso" escondendo o "inferno" é uma tática comum na propaganda e na política. Recentemente o Brasil foi escolhido como sede dos jogos olímpicos de 2016, que será no Rio de Janeiro, depois de uma bem elaborada peça publicitária que mostra as belezas da natureza, da fisionomia anatômica das cariocas, aterro do flamengo, das praticas de esportes (futebol) nas praias ou no campinho de várzea nas favelas gravadas nos intervalos de outra prática “esportiva” entre policiais e traficantes (tiro ao alvo).

Estive em 2007 no Rio de Janeiro e percebi o mesmo sentimento de banalização da violência - dada as especificidades e a devida proporção - que vemos aqui nas cidades da região nordeste. Lá o maior mal para os moradores não é o trafico de drogas nem o regime ditatorial dos traficantes, pois é vendido aos trabalhadores dessas comunidades uma "segurança" na qual o estado não se importou e, a figura do estado que entra fardado e o veiculo blindado apelidado de "caveirão" é mais temido do que o tráfico, pois os moradores sabem que ao saírem ficará na comunidade um rastro de cadáveres e sangue de seus moradores postos na condição habitantes de um mundo paralelo, que deve ser exterminado para que não invadam o mundo do asfalto.

A segregação social, econômica, geográfica e étnica que encontramos no Rio é uma conseqüência inerente do sistema de produção concentradora da riqueza produzida, somando se a isso, a uma política de estado que prioriza determinadas classes sociais mais elevadas, pois são elas que detêm as formas necessárias para a formação de opinião para a grande massa que muitas das vezes aceitam a justificativa de que os mesmos benefícios não chegaram ainda a eles devido a falta de dinheiro e não que eles serão as ultimas das prioridades desses governantes.

Há entre esses mundos um fator que os unifica, é a promiscuidade sexual, tanto faz nas favelas com os bailes Funks quanto no asfalto em boates do centro da cidade. Essa promiscuidade é conflitante, enquanto os meios de comunicação tentam criminalizar esses bailes Funk típicos do subúrbio carioca essa mesma promiscuidade promovida na alta sociedade carioca é tratada por outro prisma por esses mesmos meios de comunicação.

Quantas vezes não se viu em matérias jornalísticas, chacinas, arrastões, briga entre traficantes, combate entre policia e traficantes do morro – como se todos do morro fossem traficantes -, quantas vezes não se viu ter que pedir permissão aos ditadores do tráfico para que se adentre ao morro? Essas e outras situações demonstram o “buraco negro” que se tornou as grandes cidades.
As drogas é apenas um dos promotores dessa divisão de mundo e/ou sociedade, a falta de políticas públicas promovidas à classe trabalhadora criam zonas proibidas, sejam condomínios de luxo ou favelas urbanas, onde um ou o outro não pode “invadir” o espaço.

A sociedade precisa refletir sobre ela própria, observar que enquanto o discurso é de inclusão, seja social, digital, etc as práticas efetivas são de exclusão. Para os reacionários a justificativa estaria na teoria de Charles Darwin “Seleção Natural”, para mim, é a personalização estatal e capitalista do método de limpeza étnica promovida por Adolf Hitler.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

II CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA

Iniciar um relato do que foi a conferencia do inicio ao fim é muito complicado, devido aos acontecimentos que finalizam o evento, plenária de aprovação das propostas e “escolha” de representantes. Mesmo assim vamos tentar relatar, mais ou menos, o que foi a conferencia.

A abertura foi realizada no teatro com uma apresentação prévia do grupo de capoeira N’golo à solenidade de abertura oficial. Já dentro do teatro superado alguns contratempos e/ou gafes os organizadores junto com a mestra de cerimônia Lilia Diniz conduziram bem as formalidades iniciais. Não fiquei para o “boca-livre” mais soube que foi muito bom, com a participação de artistas do OCUPARTE e outros que se apresentaram durante o coquetel promovido.

Na manhã de sábado, já na UFMA, o dia iniciou com um café da manhã com muita “fartura”, música ao vivo e o desfile de autoridades do município como o secretário de comunicação e o prefeito municipal. Após todos forrarem o estômago, seguimos a programação com as discussões nos grupos temáticos: Diversidade Cultural, Cultura e Cidadania, Cultura e desenvolvimento, Cultura e economia e Sistema de Gestão da Cultura.

O grupo do qual fiz parte – Sistema de Gestão da Cultura - indicou quatro propostas para o poder público municipal, duas para o estado e duas para a esfera federal; são elas:

Municipal:
- Vinculação compulsória do percentual de 5% das receitas próprias do município para financiamento da função de Cultura;
- Redução de 50% sobre a alíquota do ISSQN sobre a prestação de serviços referente a manifestações culturais especificados na lista de serviço do município;
- Criação de um pagina de internet da fundação cultural para divulgação de editais, relatórios e pareceres do conselho de cultura e prestação de contas do fundo municipal de cultura;
- Indicar aos vereadores que invistam no mínimo 0,5% anual dos repasses recebidos pela câmara municipal para serem gastos em despesas com promoção cultural.

Estadual:
- Criação de um instituto a fim de mapear todas as manifestações culturais do estado e incentivar pesquisas na área de cultura pelas instituições de ensino superior no estado;
- Elaboração de editais regionalizados, para atender todas as manifestações culturais do estado;

Federal:
- Garantir nos meios de comunicação nacional a vinculação – em horário nobre - de peças publicitárias divulgando as manifestações culturais de cada cidade do pais. Similar ao horário reservado aos partidos políticos.
- Criação de uma taxa única anual para os registros de direitos autorais;

Após o almoço servido nas dependências da Secretaria de Saúde os participantes foram para o auditório da secretaria para iniciar a provação das propostas pela plenária, foi ai que o negócio desandou, após duas horas de muitas indefinições e falta de gerência da mesa foi dado um intervalo para que todos acalmassem os ânimos. Foi uma tática sábia, após esse intervalo a votação fluiu dentro do esperado, com aprovação de boas propostas elaboradas pelos GT’s e outras – na minha avaliação – não muito boas para a classe da cultura, mas ótima para a gestão que terá o endosso da conferência para inchar a máquina pública com mais uma secretaria e tudo mais que vem com ela – em minha opinião essa será a única proposta a ser acatada pelo gestor municipal.

Passado essa fase chegou hora da vaca desconhecer o bezerro, a hora de escolha de representantes para a conferencia estadual e para o conselho municipal de cultura. Todos sabem que geralmente há mais candidatos do que vagas, mais a manobra de pessoas de má fé e experiente em se eleger, usou uma sugestão dos organizadores de indicação de delegados por seguimentos para justificar a exclusão do movimento OCUPARTE da disputa de uma vaga. Disputa essa que a meu ver não houve, ai é que está a manipulação.

No momento de divisão em seguimentos foi aprovado por todos, mesmo assim não se poderia vetar aqueles que resolvessem se organizar em separado, pois todos pensavam que os nomes iriam à disputa e/ou votação entre esses seguimentos, caso houvesse mais candidatos do que vagas, como houve. A plenária ingênua acatou a argumentação da delegada eleita por um grupo (seguimento) de 6 presentes e a mesa confirmou a exclusão do OCUPARTE que tinha 15 militantes reivindicando a possibilidade de irem à disputa e votação da plenária.

Mesmo que não aceitasse o agrupamento OCUPARTE, também não se justificaria o seguimento movimentos populares – enquadrando ai o OCUPARTE - com cerca de 30 pessoas terem direito de indicar apenas um nome enquanto que a pivô – já garantida como delegada – conseguiu seu único e exclusivo intento, a exclusão dos militantes do OCUPARTE, e o mais irônico de tudo isso, ela e sua “entidade de uma pessoa só” fez parte do movimento outrora.

Esquecendo tudo isso a conferência foi um sucesso em termos de discussões e propostas, caberá agora aos delegados e conselheiros eleitos fazerem jus aos cargos e buscarem junto ao poder público as soluções apontadas por cada participante da Conferência porque os militantes do OCUPARTE continuarão firmes com esse propósito.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O MARANHÃO DOS "SIR NEY's"

O Maranhão dos Sarneys, desde os primeiros mandatos da oligarquia, sempre apresentaram o Maranhão para os próprios maranhenses quanto para o resto do Brasil como um Estado promissor, de potencialidades naturais e de seu povo. Basta ver o discurso do patriarca da família em sua posse de governador, na década de 60 aos maranhenses. Com discursos dignos de lordes britânicos Sarney colocava uma realidade idealizada por ele, até hoje, uma percepção de estado vinculado à vida pomposa de sua família.

“O Maranhão não suportava mais, nem queria o contraste de suas terras férteis, de seus vales úmidos, de seus babaçuais ondulantes, de suas fabulosas riquezas potenciais [...]”.

"Temos os nossos olhos nesta tarde do começo do governo voltado para aquela barragem de cimento que atravanca o Parnaíba e que nos acena como uma mensagem de progresso e que se chama Boa Esperança, o Parnaíba ‘domado’ para que o Piauí e o Maranhão possam transformar aquele castelo no deserto[...]. Temos as nossos palmeiras aqui plantadas pela natureza e no Maranhão está a maior reserva do mundo de gordura vegetal, dos 150 mil km2 cobertos de babaçu e que cada vez mais iremos exportar, valorizar, industrializar e mostrar ao Brasil que ele ao invés de problema uma grande solução para todos nós.”

Trecho do discurso de posse do então governador José Sarney em 1966, veja completo em MARANHÃO 66

Sarney viu na mídia (TV) uma ferramenta de manipulação de massas seu principal canal para hipnotizar àqueles limitados à informação produzida por ele e seus principais defensores. Durante seu mandato como presidente da república assinou sete concessões, uma delas para sua própria família no Maranhão, recebendo da emissora apoiadora da ditadura (GLOBO) o direito de ser a repetidora no Estado.

Nos dias de hoje, a representante da família Sarney, Roseana, e seus jornalistas vinculados à oligarquia em vários municípios do Estado, reproduzem a mesma visão que os sarneys querem “pintar”, basta ver as últimas propagandas institucionais vinculadas massivamente nas emissoras afiliadas à Mirante. Mais uma vez pregando um Maranhão de progresso “de volta ao trabalho”, usando empreendimentos privados como se fosse investimento estatal (SUZANO PAPEL E CELULOSE em Imperatriz, ACEARIA em Açailândia; UHE em Estreito, Expansão do Porto de Itaqui em são Luis, Refinaria PREMIUM I em Bacabeira).

No próprio discurso de posso Sarney retrata bem o Maranhão real - mais tais questionamentos serviam apenas como uma mudança de pontuação em seu discurso - e que eles e seus apoiadores, durante quadro décadas, ajudariam a manter:

 “...com a miséria, com a angustia, com a fome, com o desespero das puídas que não levam a lugar nenhum, senão, ao estágio que levam ao homem de carne e osso, é o bicho de carne e osso.”

"O maranhão não quer a miséria a fome e o analfabetismo, as mais altas taxas de mortalidade infantil de tuberculose, de malária, de xistossomose como o exercício do cotidiano."

"Como iremos abrir novas estradas? Como iremos formar nossos técnicos? Como iremos construir nossos portos? Como iremos industrializar o Maranhão e criar novos empregos? Como iremos mudar a face do Maranhão 100% pobre, quanto à habitação, vestuário e alimentação?”


Abrir os olhos, conhecer a realidade socioeconômica do nosso Estado e querer mudá-las, são os primeiros passos a serem dados nessa longa jornada, os meios advém através da educação e do investimento em ciência e tecnologia especificas para solucionar nossos problemas. Uma verdadeira revolução social deve ser apresentada aos maranhenses.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

ASSIM NÃO VALE!

As animosidades entre o PT e a mineradora VALE – que é acionista de fundos de pensão junto com o governo – nos últimos dias devido aos volumosos gastos com propaganda, Vale torrou R$ 178,8 milhões nos últimos 12 meses e que tem como prestador de serviço Nizan Guanaes, marqueteiro do PSDB, partido que doou a antiga Vale do Rio Doce á iniciativa privada. Por que não há Duda Mendonça? Assim a campanha de Dilma deslancharia mais rápido, mas não! Além de mostrar que a VALE vale mais do que quando foi comprada a preço de banana estragada, graças a FHC, deixa subliminarmente no ar a “eficiência” do PSDB e isso não é bom para 2010.

Laia matéria completa em: A publicidade da Vale azedou relação com o PT

NOVO BLOG: TRANSPARÊNCIA IMPERATRIZ

Com a falta de interesse do Governo Madeira em transparecer sua administração – mesmo sem corrupção – resolvemos criar um blog TRANSPARENCIA IMPERATRIZ com esse fim, para tanto, precisaremos da colaboração de internautas para conseguir informações extra-oficiais para alimentar o blog, claro que a prefeitura pode retificá-las apresentando documentos para tanto, dos gastos e da estrutura da prefeitura.

Prezando pela credibilidade dos dados utilizarei uma instituição formal - o PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE, o qual sou presidente - para solicitar tais informações como valor de contratos de alugueis (carros e imóveis), enquanto não obtivermos esse documento oficial em mãos pedimos a colaboração de todos.

Assim veremos até onde vai a boa vontade do gestor em demonstra esse governo tão virtuoso.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

CASA DE FERREIRO, ESPETO DE PAU

Como nossos avós são sábios! O governo Madeira deveria fazer o contrário desse provérbio popular, pois se foram eles (FHC/PSDB) que criaram a LRF - Lei de Responsabilidade Fiscal deveriam cumprir à risca, assim com outras leis que buscam dar transparência na administração pública. Aqui acolá topo com uma placa sinalizando “Obra Nº 024”, mais só serve mesmo como outdoor, pois não trás nenhuma informação útil aos munícipes como: valor empregado, tamanho, prazo de entrega nem se é executado pela própria prefeitura ou uma empresa ganhadora de licitação.

Para tornar o discurso “em meu governo não há espaço para corrupção” o Sr. Prefeito deveria disponibilizar todas as informações referentes a licitações, contratos, aluguéis, fornecedores no sitio da prefeitura, onde os cidadãos pudessem ter acesso de forma transparente do quanto e onde o dinheiro público é empregado.

Está ai então um desafio aos assessores, secretários, ouvidor, controlador e ao prefeito: tornar o sitio da prefeitura uma fonte de informação dos gastos públicos, deixando assim de ser um canal meramente de propaganda pessoal de secretários e do prefeito.

SALIMP: SENTIMENTOS DE FRUSTRAÇÃO E CONTRAVENÇÃO

Ao visitar o SALIMP nesta terça-feira, durante o horário de almoço, conversei com uma das expositoras e ela me falava sobre a frustração (19 mil reais pelo aluguel do stands) – dela e de outros - ao participar do evento, pois acostumada em participar de eventos desse porte em outros estados e o que leva a editora ou o expositor a participar são os incentivos dos governos estadual e municipal ao subsidiar a aquisição de livros pelos seus servidores.

Fui exclusivamente para adquirir os livros com os títulos: “Honoráveis Bandidos” e “O Coronelismo no Maranhão, de Vitório Freire a Sarney”, visitei todos os stands da editores que poderiam ter os livros, mas o que percebia no rosto e na voz dos vendedores era um misto de frustração e de contravenção, por ter perdido a venda e por se tratar de um livro censurado.

O mais incrível de tudo isso é o silencio de escritores (imortais) da academia Imperatrizense de letras de Imperatriz, algum argumento por parte de Agostinho Noleto não espero – pois é um dos que tem uma biografia também não muito plausível, mais os demais não poderiam aceitar tal censura.

Para não sair de lá com as mãos abanando, comprei quatro exemplares para presentear às minhas filhas incentivando-as na leitura. Aproveitarei minha ida à São Luis no dia 07/10 para adquirir um exemplar no lançamento - com noite de autógrafos - que ocorrerá na capital no dia 09/10, isso se não conseguir comprar aqui mesmo em Imperatriz, voltarei a garimpar as editoras que prometeram novos exemplares para quinta-feira.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

MANIPULAÇÃO DA MÍDIA

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Para aqueles que subestima os trabalhadores vejam o depoimento de mulher, mãe e trabalhadora de nosso Brasil.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

VÍDEO EXPERIMENTAL

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Me aventurei na produção de um vídeo, pense numa trabalheira que dá, mas pra ser o primeiro acho que ficou bom.

sábado, 10 de outubro de 2009

EXTRA, EXTRA, EXTRA! CENSURA NO SALIMP

Censura promovida pelo clã Sarney no VII SALIMP – Salão do Livro de Imperatriz de 2009, como o próprio porta voz da oligarquia William Marinho diz em seu blog: Estado apoia Salão do livro de Imperatriz logo não se admitiria o lançamento de um livro que conta a história suja do patriarca do clã sarney, José Sarney, escrito por uma autora de Imperatriz, Zulmira Maria Lopes de Almeida, fruto de uma pesquisa para monografia com o titulo: O CORONELISMO NO MARANHÃO de Vitorino Freire a José Sarney, que estava previsto seu lançamento no SALIMP.

O fato é que qualquer literatura que mostre o lado nefasto dos sarneys produzido sofrerá censura imediata, seja pelas vias legais, seja pelas mesquinharias de articulações tão bem elaboradas como essa que no abrir das cortinas foi vetado seu lançamento, sem a comunicação prévia à escritora.

Adquirir conhecimento através da leitura nunca foi o desejo de quem sempre esteve no poder, principalmente as pesquisas que revelam o lado obscuro de quem está no poder.

Precisamos adquirir está fonte de informação que explica grande parte da situação de pobreza e atraso que se encontra nosso estado, vou pedir pra reservar o meu, mesmo que a censura empeça essa publicação de chegar em minhas mãos, fonte de informação essencial para nos fortalecer na luta de combate a esta praga que assola nosso estado e a política brasileira.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

OCUPARTE, OS DESAFIOS CONTINUAM!

Desde o dia 10 de maio de 2008 nós, artistas de Imperatriz, ocupamos o prédio da Biblioteca Municipal abandonado pelo poder público há mais de cinco anos. Ocupamos, propomos e desenvolvemos ações imediatas de formação, fruição e intervenção cultural na cidade que passava por um momento de total abandono. Por lá passaram cerca de 80 estudantes diariamente, oficinas, palestras, espetáculos e, por último, a exposição Reflexão das Máscaras.
Com o acordo feito ano passado, cabia ao movimento desocupar o prédio e assim o fizemos por três vezes, sendo o prédio arrombado, danificado e nossos objetos de arte quebrados. Segundo o secretário de educação do município na época, o senhor Moab César Carvalho Costa, estava garantida a proteção do prédio, a perícia para o tombamento e o empenho em garantir espaço para os artistas desenvolverem suas atividades. O município, porém, nada fez a não ser quebrar parte do muro para lacrar o prédio e nos expulsar. Derrubamos o lacre feito de tijolos e que descumpria a sentença no quesito de proteção ao patrimônio.
Voltamos a ocupar em dezembro de 2008. De lá até agora é bem verdade que não tivemos as mesmas ações, entretanto, não saímos nem arredamos pé dos nossos princípios. O movimento continuou se encontrando e por diversas vezes discutiu com representantes da atual gestão para o cumprimento das responsabilidades que cabia a ambas as partes. Como resultado destes encontros e a boa vontade demonstrada por parte do município em cumprir o acordo, decidimos sair do prédio.
Saímos vitoriosos. Garantimos o tombamento do prédio e a certeza de termos contribuído um importante momento histórico do município.
Nossos próximos desafios são muitos. O primeiro é acompanhar e garantir que a lei seja cumprida, que os estudos sejam iniciados e o prédio recuperado e tombado. E pela grande importância, queremos e vamos lutar para que seja um espaço cultural que abrigue parte da história de Imperatriz. Quem sabe uma “Casa da memória”, um museu ou uma biblioteca especializada em arte.
Sabemos que existe por parte do atual Secretário de Educação a intenção de montar novamente a Biblioteca Municipal e nós não concordamos por ser um espaço pequeno à altura da cidade. Sabemos também que não existe outro prédio público que abrigue no momento o acervo existente de modo decente e não somos nós que privaremos a cidade de desfrutar do conhecimento! Provisoriamente pode ser a única saída., mas nós lutaremos pela construção de um prédio amplo e condizente com as necessidades da população imperatrizense.
Queremos não somente uma, mas várias bibliotecas, nos muitos bairros da cidade e inclusive nos povoados. Com o tombamento do espaço fica impossível a ampliação do prédio e isso não tem que ser visto como perda. A única perda é da nossa história se não zelarmos por ela e dela não abrimos mão!
Temos dois representantes do movimento cultural compondo a atual equipe da Fundação Cultural de Imperatriz e esperamos deles um olhar especial para as políticas públicas culturais do município e que, de fato, possamos avançar com produção cultural, formação, intercâmbio e o fomento.
Sabemos que não depende exclusivamente deles, entretanto estaremos atentos e não abriremos mão das críticas necessárias.
A Fundação Cultural, que na gestão anterior serviu apenas para abrigar um gestor desprovido de comprometimento com a classe artística, nunca fez algo relevante para a cidade. A ação mais concreta foi certamente o desmonte do conselho de cultura e a transferência de bens materiais para destinação desconhecida – instrumentos, estúdio de gravação sonora, materiais diversos utilizados em oficinas e a inércia perante o grande celeiro de produção cultural que é a cidade de Imperatriz.
Continuamos nossas lutas e ocuparemos outros espaços físicos e imaginários que se tornem necessários, se erramos por omissão no passado o presente nos cobra o dobro.
Não à escuridão da cidadania cultural. Viva a mobilização popular!

Movimento Ocuparte
DCE UEMA
CACOS – Centro Acadêmico de Comunicação Social - UFMA
CASA DAS ARTES

terça-feira, 6 de outubro de 2009

UM GOVERNO DOS E PARA OS TRABALHADORES

Seria um terrível erro afirmar que o governo socialista poderia ser implantado em Imperatriz, no maranhão ou no Brasil, agora, o que os trabalhadores não verão num governo de socialistas e a tentativa de reformar o capitalismo – como se o capitalismo pudesse oferecer aos trabalhadores a solução de todos os males – como o que foi tentado até hoje por LULA/PT. Outro fator a ser superado é o falso governo democrático e popular tão propagado no governo JOMAR/PT (2001 – 2004).

Tendo essa consciência, uma administração voltada aos trabalhadores e para os trabalhadores é o essencial objetivo a ser posto em prática por um socialista do PSOL - mesmo em uma economia capitalista - tarefa complicada, pois encontrará pela frente a burguesia perfilhada para combater tal governo. Como não se tem o real nível de conscientização de classe dos trabalhadores essa tarefa pode ser ainda mais árdua. Temos que levar em consideração também a política e as líeis burguesas (lei 101/00 –Lei de Responsabilidade Fiscal, 8666/93 - Lei das Licitações e Contratos Públicos) e os poderes que os representam.

Rompendo isso, para efeito prático da administração e dos serviços públicos, medidas administrativas imediatas – que forçaram o conflito com os interesses citados anteriormente será inevitável – resultarão na resolução das demandas imediatas dos trabalhadores.

Todos sabem da dependência financeira que não só Imperatriz mais a grande parte das prefeituras nordestinas têm dos repasses federais, além disso, os gestores são irresponsáveis no gasto do dinheiro público, então partindo desse principio precisamos ser diferentes.

MEDIDAS INICIAIS:
1-
Reduzir para no máximo oito secretarias, as mais essenciais – apenas três secretários são ordenadores de despesa, assinam cheque junto com o prefeito (Secretário de saúde, educação, assistência social);
2- Redução em 1/3 os cargos em comissão, assumindo os postos de chefia os servidores da prefeitura concursados, pois são eles que têm a capacidade de gerir a máquina pública independentemente de gestores;
3- Levantar as necessidades de pessoal, em educação e saúde, e realizar concurso público;
4- Tornar transparente, não só no discurso, os processos de licitação para que a prefeitura adquira produtos e serviços dentro dos preços de mercado, sem o super faturamento e/os preços cartelizados tão comuns;
5- Organizar uma secretaria de Infraestrutura capaz de realizar obras de pequeno porte de forma direta – sem contratação de empresas terceirizadas – reduzindo o gasto com as mesmas e contratando mão-de-obra das áreas onde estão sendo executados os serviços;
6- Priorizar a construção de postos de saúde, para acabar com a privatização dos prédios da rede municipal de saúde, e efetivar a atenção básica de saúde preventiva nas comunidades mais afastadas do centro.
7- Construir escolas verdadeiramente públicas, com estruturas adequadas para o aprendizado e a prática de esportes.
8- Tornar a Receita Municipal um órgão efetivamente arrecadador de receitas próprias do município (ISSQN, IPTU, ALVARÁ, TAXAS etc) preferencialmente dos contribuintes que efetivamente têm condições financeiras e patrimoniais de cumprir com suas obrigações tributárias e criar uma consciência aos demais trabalhadores assalariados de que o cumprimento de sua parte também é necessário, através de uma tributação justa às condições nas quais convivem;
9- Criação de uma imprensa oficial a fim de reduzir custos com a publicação e publicidade institucional, tal medida, possibilitará uma economia de recursos capaz de transformar propaganda em ações visíveis à população.
10- O governo socialista deve ter um canal direto de interlocução com a comunidade, entidades classistas, partidárias e todos aqueles que se dispõem a tornar a administração do PSOL em uma administração programática em favor da classe trabalhadora.

Esses são alguns pontos que necessitam de discussão e abrangência para a sua implementação. Mesmo deixando claro que é um governo de trabalhadores e para os trabalhadores isso não quer dizer que a burguesia e a classe empresarial não será contemplada, claro que a contemplação de seus objetivos imediatos não será da forma como vêm fazendo até hoje – financiando governo que os ressarci após eleitos -, será através do consumo de produtos e serviços pelos trabalhadores e pelo desenvolvimento de nossa cidade.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

IMPERATRIZ E AS OLIMPIADAS DE 2016

Surge uma oportunidade para o Brasil demonstrar sua potencialidade nos esportes com a copa de 2014 e as olimpíadas de 2016, no rio de Janeiro. Está ai também uma oportunidade de elaboração de um projeto esportivo para Imperatriz e para o Maranhão.

Seria um projeto audacioso o de pôr imperatrizenses em nível de competição, primeiro contra outros jovens brasileiros, segundo com jovens de outras nações. Potencial tenho certeza que temos, cabe aos governos e as instituições de ensino abraçarem esse projeto.

Infelizmente não temos apenas o atraso na falta de instalações para a prática de esportes – um dos poucos locais para tal se encontra parte abandonado e a outra ocupada com outros fins -, somasse a isso o pensamento pequeno de gestores que pensam mais em investimento em propaganda do que em áreas que realmente trazem benefícios às populações.

Sete anos é um tempo razoável para construir e por em prática um projeto de tal magnitude, mas temos qye pensar agora, caso contrário, não passaremos de meros espectadores pela TV das competições no Rio.

Com certeza não é isso que querem nossos profissionais de educação física e os jovens praticantes de esporte.

PROJETO SUZANO

Em uma propaganda institucional do governo do estado sobre o empreendimento privado, indústria Suzano celulose, se destaca mais uma vez o discurso mentiroso de redenção da região, basta ouvir o depoimento do secretário de desenvolvimento do Estado:

“um investimento de alto impacto para a região do sul do maranhão, sobre o ponto de vista do desenvolvimento do pleno emprego e da relação que terá com o agronegócio em função do cultivo de madeiras plantadas com produtores da região”

Que é de alto impacto (negativamente) para o meio ambiente nem eles tem dúvida, afetando também os pequenos proprietários que serão forçados a acreditar no desenvolvimento da região e que eles participarão. Outra mentira comum do grande capital é o tão sonhado “pleno emprego” – que haverá emprego para todos -, a única verdade e a relação que o empreendimento tem com o agronegócio, para alguns.

Os reformistas e os progressistas de plantão dirão logo que somos contra o desenvolvimento econômico da região, mais uma vez demonstram um pensamento reacionário.

O que não admitimos é a falsa informação e a ocultação dos verdadeiros impactos – a maioria negativas – para a região, sendo previsível o que aconteceu com a cidade de Estreito nesses últimos dois anos com a construção da UHE, assunto já tratado nesse blog http://blogwilsonleite.blogspot.com/2009/07/3-encontro-de-negocios-do-ceste-pra.html

Queremos o desenvolvimento de nossa região e do nosso estado, mas não abrimos mão da conservação de nossos biomas e do direito os pequenos produtores de permanecerem em suas terras, para nós não há mal necessário.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

DEBATE IDEOLÓGICO

Manuel L. Parreão Filho disse...
Até o admiro, além de achar que você tem o direito de defender o trabalhador, de querer uma sociedade mais justa, etc,etc... mas, defender socialismo não me parece racional.
Um sistema político-econômico que implica numa concentração de poder estatal, no qual um indivíduo ou grupo de indivíduo controla os demais membros da sociedade mediante coerção, a diminuição da liberdade política, o desrespeito a certos direitos humanos, supressão à livre expressão, além das pessoa viverem de ração como animais. Este sistema baseado nas teorias Marxistas posto em prática à partir da Revolução Russa de 1917, liderada por Lênin, só conseguiu mais miséria, corrupção, governos totalitários e ditadores psicopatas.
Como exemplo cito a, já extinta, URSS, durante o regime de stalin; a China de Mao Tse-tung ,e, mais recente, Cuba de Fidel Castro (Raul Castro) e Coréia do Norte, com Kim Jong II e etc.
Portanto, defender um sistema que já foi testado e não deu certo, não é medida de inteligência. Você precisa mudar o discurso ou ir morar em Cuba, ou Coréia do Norte, ou Vietnã, etc.
Manuel L. Parreão Filho. Imperatriz/Ma.

Wilson Leite ....

Pra mim, defender os trabalhadores, pois eu também sou dessa classe, é mais racional do que parece. Ter a ilusão de que os patrões (burgueses) passarão a ser bonzinhos, isso sim é irracional. A superação do capitalismo é a única saída para a humanidade, eu poderia citar vários fatores (ecológicos, sociais etc), vou me limitar a está afirmação.

Só pessoas alienadas, ou melhor, pequenos burgueses, caracterizam o modo de produção socialista dessa forma. Essa característica: "concentração de poder", "um indivíduo ou grupo de indivíduo controla os demais membros da sociedade mediante coerção" é praticada hoje no mundo por Imperialistas norte-americano, que concentra o poder econômico, político, bélico e impõem suas políticas colonizadoras aos países submissos, àqueles que não se submetem são tachados de terroristas para legitimar a invasão principalmente em países produtores de petróleo.

“Hoje o que o capitalismo tem a oferecer aos povos é a insegurança, é agressão, é violência e nenhuma alternativa positiva pra qualquer tipo de problema da humanidade. A democracia burguesa se limita em votar de dois em dois anos escolher quem é que vai roubar com mais eficiência É característico das condições hoje contemporâneas do capitalismo, em termos de democracia política, porque a nós socialistas eles (capitalistas) sempre acolhem como o que? Nos somos autoritários, ditatoriais, reprimimos a democracia e a gente freqüentemente enfia essa carapuça como se ela fosse verdadeira” Trecho da palestra do professor Dr. Jose Paulo Netto – UFRJ.

O pais que mais preza a “liberdade” e os “direitos humanos”, os EUA, para ele todos são suspeitos até que se prove o contrário. A livre expressão é sufocada pela mídia alienante que mostra em filme de ficção cientifica e/ou desenhos animados como os super-heróis que salvarão a humanidade dos seus próprios males.

Os pobres norte-americanos, que se comparado ao nível de habitação, vestuário, transporte do Brasil são considerados ricos, para se manterem vivos consomem comida de cachorro enlatado, como única fonte de proteína, no Brasil para manter a força de reserva vivos é o arroz e feijão.

Esse é uma equivoco comum aos reacionários, achar que Marx criou uma receita socialista de governo para a URSS, a teoria analisou a exploração do capitalismo que demonstram seu poder nefasto para a sociedade. O pensamento de Marx tem três pilares fundantes: O Método dialético, Perspectiva da revolução e teoria valor-trabalho; E mostrou que só sua superação - que é o socialismo - para resolver as mazelas que são inerentes do modo de produção capitalista. Outro equivoco proposital é considerar o que ocorreu apos a Revolução Russa foi o socialismo - para os menos desavisados ainda não vimos o socialismo no mundo. No período histórico em que ocorreram esses fatos a miséria era por grande parte pela falta de tecnologia de produção de alimentos, advindas do modo de produção feudal. A corrupção, ainda é uma característica da política em todo o mundo - vejam o Brasil do século XXI o mensalão, dólares nas cuecas, caixas dois, licitações superfaturadas e viciadas etc -, atribuir aos socialistas governos totalitários e ditadores psicopatas ai é zombar da nossa inteligência. Cada período histórico, infelizmente, tiveram pessoas como Stalin, assim como na historia recente: Ritter, Saddan Russain, George Bush.

Sobre todos os outros regimes teríamos que fazer uma analise contextualizando cada momento, mas gostaria de falar sobre Cuba. A tão propagada "miséria" de Cuba pela mídia do capital se dá grande parte pelo poderio repressor do EUA através do embargo econômico à ilha, fora isso a ilha é reconhecidamente um dos melhores em educação e saúde, mesmo tendo escassez de alimentos o pouco é consumido por todos, diferentemente aqui no Brasil que produtores preferem queimar alimentos a doar a quem tem fome. Poderia citar vários outros pontos positivos à experiência socialista de cuba e outros países, mas vou me contentar nestas pequenas observações.

Acho que só reacionários como você, ou alguns que consomem pensamentos prontos em livros preparados por intelectuais capitalistas viu o socialismo implantado em algum pais, pois o socialismo só pode ser socialismo a nível global, muito menos que as experiência de socialismo que vimos são totalmente fracassados. Com relação à defesa do socialismo e a mudança do discurso ou do pais, não me agrada pelo fato de não me achar uma pessoa covarde, que procura o melhor pra ele e os outros que se lixem.
Poderia continuar escrevendo muitas outras coisas, mas como essa resposta não tem a intenção de transformar um burgues em uma socialista, e sim, dar aos trabalhadores outro ponto de vista que é omitido por reacionários.
Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CHARGE: ILDONÓQUIO

Abriremos os posts do mês de outubro com uma charge pra relaxar, essa é criação de um professor, geógrafo, estudante de direito na UFPA, cartunista e valoroso militante do PSOL de Imperatriz, Claudio Pereira, criada em 2007.