sexta-feira, 13 de novembro de 2009

MARANHÃO: O PRIMEIRO ESTADO DO NORDESTE

PRÉ-CANDIDATO À PRESIDENCIA PELO PSOL visita São Luís nesta segunda feira 16/11

São Luís foi a primeira capital a receber a visita do pré-candidato à Presidência da República, Plínio Arruda Sampaio (PSOL-SP). Plínio chega na madrugada desta segunda-feira, 16/11 e permanece por todo o dia na capital do estado.

Às 18h, no Sindicato dos Bancários, será realizada uma plenária com militantes do PSOL e dos movimentos sociais de esquerda, em que será debatido o Projeto Socialista para o Brasil, enfatizando os problemas e conseqüências da crise financeira que vem atingindo os setores da sociedade, bem como da classe trabalhadora na sua totalidade.

A visita de Plínio também marca o lançamento da pré-candidatura de Saulo Governador do Maranhão, a ser definido no próximo Encontro Estadual de 28 de novembro. O nome de Saulo tem sido discutido por diversos setores do PSOL-MA e conta com a pré-disposição do próprio camarada, o que é um fator significativamente determinante diante dos desafios de constituir-se um grande embate contra as investidas neoliberais dos grupos que projetam uma bipolarização tanto nacionalmente (PT/PMDB versus PSDB/DEM) como regionalmente (sarneístas do PV/PMDB/PTB/DEM versus balaios às avessas do PDT/PT/PPS/PSB/PC do B).

As candidaturas de Plínio Presidente e Saulo Governador representam uma busca pela aliança com movimentos sociais de esquerda ou mesmo uma tentativa de reaver a tessitura revolucionária dos movimentos sociais que têm sido cada vez mais desgastadas pelas facetas de unir-se ao que é melhor pra fugir do isolamento. O que alguns remetem a um isolamento pode ser entendido sim, como tentativa mínima de reanimação das frentes de rupturas cada vez mais travestidas em cooptações burguesas. A entrega de histórias e legados à lógica de vendagens de siglas proporciona cada vez mais a descrença e desânimo que muitos tem quanto ao papel da esquerda nos dias atuais. É diante disso que o resgate da coerência e da contra-proposta das condições estáticas da sociedade.

INSEGURANÇA

Todos os estados brasileiros passam por um momento de total insegurança, seja nas ruas, nas escolas, nos condomínios ou nas favelas. Morar no “asfalto” não significa se isolar dos pontos de violência das periferias.

No maranhão o panorama é mais assustador. Um Estado com área superior a de muitos países, possui uma grande massa populacional de miseráveis, sem perspectivas alguma de trabalho. Em busca do pão, milhares de maranhenses migram para outras regiões ou países. Outros migram para nossas combalidas cidades, quase sempre forçados pelo próprio estado de pobreza que vive ou por causa da derrota na luta pela terra frente aos latifundiários, aumentando os bolsões de pobreza. Um tempero para a marginalidade.

A violência toma conta do estado.
Recentes números divulgados por órgãos de segurança estadual comprovam o aumento significativo do estado de “sitio” vivido pelo povo maranhense. Entre muitas causas apontadas para a elevação destes índices está: superlotação de presos nas delegacias ou nos presídios e o baixo número de policiais. Enquanto acontece às discussões dos problemas, as soluções vêm a passos lentos. Casos de esquartejamento (caso acontecido em Buriticupu), esfaqueamento, espancamento (Jerô), estupros, emasculação, são alguns dos últimos casos ocorridos no estado e são pouquíssimos os que tomam notoriedade, a grande maioria fica registrada apenas em números.

A banalização desses crimes e da violência gera o “Show Business”, a exemplo dos programas policiais matutinos exibidos pelas emissoras em todas as cidades do maranhão. Em Imperatriz chega-se ao cúmulo de todas os dias se tomar café da manhã assistindo casos reais de assassinatos, esfaqueamentos, acidentes tão “frescos” e “quentes” como o pão e o café postos à mesa; com a justificativa de seus apresentadores de que estão “mostrando os fatos como eles acontecem” ou “... de olho em você”. Com pensamentos nada humanistas, alienados de ética jornalista e cultivando no subconsciente do povo que tal informação servirá de alguma forma no dia que se inicia, apresentadores, emissoras e patrocinadores incentivam a banalização desta violência, chegando mais além, a de formar opinião sobre a atuação dos trabalhadores responsáveis por conviver com esta realidade.

A segurança pública não é um caso perdido. Nós sabemos das dificuldades a serem enfrentadas por quem está no poder e quem tem que tomar as decisões para reverter o atual estado que ela se encontra. Essas soluções não serão resolvidas apenas com construções de novas prisões, aparelhamento dos órgãos de combate ao crime ou com mais policiais.

Combate ao crime e a violência tem que partir de onde é gerado. Investindo em educação, cultura, construindo áreas de lazer e esporte para jovens e crianças, dando oportunidades formação profissional, geração de emprego e renda as populações desempregadas, saúde pública e realizando a socialização da terra através da reforma agrária. O Estado não pode agir de maneira fascista quando cria condições para proliferação da miséria e da violência para depois querer suprimi-los com mais violência. Eliminar os focos que levam a juventude e os homens à prática de delitos, se torna a melhor estratégia, pois deixará de gastar grandes cifras na repressão ao crime.

Não podemos esquecer da re-socialização e reeducação dos homens e mulheres que se encontram sendo submetidos a sessões diárias de torturas físicas e psicológicas nos “calabouços” que se tornaram os presídios e cadeias. A comunidade carcerária não é lembrada como cidadãos, uma por não votarem e outra por não serem “produtivos”. Políticas públicas devem ser implantadas a fim de trazer estes cidadãos ao convívio da sociedade com acompanhamento e oportunidades para que não venha ser forçado à prática de novos crimes.

O exemplo de que a repressão aos atos de violência não têm efeito prolongado basta vermos os GTA´S, GOES, FORÇA NACIONAL, grupos de elite que são meros dissipadores de violência. Isso mesmo, dissipadores, isto quer dizer que os causadores desta violência ainda se encontram no ar e passarão a agir isolado até que haja a oportunidade de se reagruparem, alem do que, nesses grupos de “elite” não há inteligência nas ações, apenas “força bruta”. Combate à insegurança vem com uma população confiante em sua policia e que não aceite conivente os atos de violência praticados ao seu redor.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

GOVERNOS TÊM MEDO DE ESCURO

Com medo de provar do próprio veneno o governo LULA/PT tenta a qualquer custo dirimir as comparações entre o blecaute ocorrido nesta terça-feira (10/11/2009) que deixou 18 estados na penumbra à crise energética do governo FHC/PSDB.

Realmente foram duas situações distintas, ambas com a mesma conseqüência - apagão – colocando em xeque o discurso de que o sistema de distribuição é interligado graças a investimentos, mas o que adiantou interligação se os equipamentos para detecção de falhas na rede precisam ser acionados quase a base de manivelas?

A maior preocupação do governo é a crise de credibilidade às vésperas de um ano eleitoral que será usada pela oposição, se já é uma incógnita a transferência de votos de LULA para Dilma imaginem essa transferência tendo acompanhado à responsabilização por problemas elétricos no Brasil.

Para complicar as declarações do Ministro da Defesa, Tarso Genro, banaliza o ocorrido dizendo que “é um microproblema”. Não foi isso que os trabalhadores que não conseguiram voltar pra casa e tiveram que dormir pelas ruas das grandes cidades nem os pacientes que tiveram aparelhos que garantem a vida em UTI’s desligadas devido ao blecaute.

Esse é o governo dos microprobleminhas: crise aérea, marolinha da economia, crise da corrupção em todas as esferas de poder, crise de soberania nacional (loteamento da Amazônia por estrangeiros) e agora esse microprobleminha que deixou 18 estados, os maiores centros produtores do pais às escuras.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

BLOG CARLOS LOPES, MAIS UM CANAL DE DEBATES

Visitanto um blog que foi criado recentimente encontrei um comentário do colaborador para o debate, Manoel L. Parreão Filho comentando num dos post do blog de Carlos Lopes não resisti e participei do debate com uma pequena colaboração:
Tenho certeza de que você ainda não entendeu que não adianta tentar direcionar e comparar desenvolvimento econômico e social de paises(Cuba, Coréia do Norte etc) que tentam manter uma experiência de regime socialista tendo como referência centros que se submetem ao Imperialismo e à ordem de consumo para dizer que há miséria nesses referidos paises, lembre-se que o embargo é imposto pelos mesmos paises democráticos e ricos.

Você entra em contradição no ponto que defende o tal regime capitalista, justificar que é da natureza do homem causar o mal ao seu semelhante, e com isso, tirar das costas do capitalismo esse fardo. É exatamente ai, no ponto em que um sistema econômico força o ser humano a tomar atitudes de escravidão e exploração do seu semelhante - como bem coloca o texto de Carlos Lopes - que nos impulsiona contra esse sistema. Queremos um "novo homem" e para alcançar esse objetivo precisamos destruir a doença que o infecta - o capitalismo - tornando-o cada vez mais esse ser maldoso, violento, egoísta, corrupto, desigual e apreciador de guerras.

Não são os conhecedores da teoria Marxista ou os comunistas que propiciarão a mudança e a direção, muito menos extraterrestres - assim como você desse num comentário que o brasileiro não tem capacidade de gerir suas empresas -, Marx e Lenin já dizia e nós apenas procuramos conscientizar a única classe que pode implantar e manter o socialismo, a dos trabalhadores, que eles se organizem e tomem o poder da produção e da distribuição da riqueza produzida pela mais-valia.

Não perca seu tempo procurando o bem estar da população no modo de produção capitalista, isso é história da carochinha ou contos de fadas, assim como os políticos fazem suas promessas de progresso e redenção de uma cidade através de mágicas que nem mesmo eles acreditam.

Não é em nossa mudança de discurso, muito menos nos meios que utilizam que se justificarão os fins, mas sim numa tomada de consciência de classe que se encontrará a saída para essa barbárie que infelizmente só tende a crescer.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

PC do B: A FALSA ESQUERDA

Visitando o site Maranhão News me deparo com uma entrevista com o ex-candidato a prefeito por São Luis e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Flavio Dino, que é de uma família tradicional da política na região tocantina – João Lisboa – diz estar construindo uma “estratégia inovadora” no maranhão, desde quando fazer alianças a qualquer custo se colocando entre uma dita contradição entre o grupo Sarney e o antisarney tendo como referência para uma futura “governabilidade” o governo LULA/PT é inovadora?

A história do PCdoB é bem parecida com a de sarney, sempre esteve ao lado de governos – quando mal sucedidos não se mostravam, quando “bem” sucedidos fazem questão de dizer que participam – qualquer que seja a linha política.

Para se apresentar como novo “bom moço” um novo “elemento político” maranhense o próprio define da seguinte forma: “(...)a apresentação de caminhos que efetivamente – superando todas as contradições – consiga fazer com que o Maranhão se encontre com seu destino de maneira que as tantas promessas feitas ao longo de anos sejam possíveis de serem concretizadas. Para isso, falta no estado o elemento político”. Mais não mede esforços nem estratégias tão conhecidas desse velho PCdoB, vejamos quem o ajudará nesta honrosa tarefa: “temos um importante complexo mineral e metalúrgico e um agronegócio pujante.” Esse é o bom exemplo do falso comunismo adotado em seu discurso. Outra tática reconhecida da política burguesa mascarada com termos “democráticos” de participação é o trecho que afirma: “Por isso estamos investindo no recrutamento e formação de lideranças políticas, sociais e sindicais em diferentes municípios e temos um grupo de possíveis candidatos a deputado federal, estadual de grande expressão e qualidade.” O termo investindo do recrutamento é traduzido na compra de lideranças que se destacam com promessas de futuros apoios financeiros e políticos, quem milita sabe que uma ascensão de uma sigla não vem de uma ora pra outra e dizer que o PCdoB tem essa base tão emergente nos últimos dois anos é porque é um novato na política.

Suas criticas ao governo Jackson e ao de Roseana não passam de declarações tentando se mostrar como uma pessoa que os grupos oligarcas do maranhão podem investir que ele topa. Em sua primeira participação no congresso Nacional do PCdoB – 12º Congresso Nacional do Partido – já demonstra que assimilou bem as práticas ao levar a oitava maior delegação e como ele mesmo reconhece “metade dos quais recém-filiados –,muito bem impressionados com a vitalidade, o vigor e o entusiasmo militante.”, ou seja, foi lá mostrar a cúpula do partido que tem rebanho formado.

Mais uma vez os trabalhadores e eleitores do estado precisarão estar focados em identificar os oligarcas, os falsos libertadores e os falsos comunistas que se apresentará na campanha de 2010 para o governo do Maranhão, tarefa difícil mais confiamos no discernimento da classe trabalhadora.

O LADO MAIS SINISTRO DA CRISE DO CAPITALISMO

O ano de 2008 ficou marcado pelo surgimento de mais uma crise econômica mundial sem precedentes – típica do sistema capitalista – para ser enfrentada nos anos seguintes. Mais do que uma fase cíclica previsível do capital caracterizada pela superprodução estudada por Karl Marx, que muitos economistas a serviço do mercado tentam amenizar dizendo que é uma acomodação do sistema financeira global – inerente ao sistema dependente de especulações -. Mais do que coincidência após oitenta anos da crise de 1929 também advindas do berço do capitalismo, os Estados Unidos, a crise econômica mundial de 2009 será um novo marco da ordem econômica.

Os economistas capitalistas torcem a cada instante que ocorra a mutação necessária ao capitalismo, mas eles próprios não saberiam indicar qual é o resultado dessa nova mutação, isso é o que os deixa atônitos e sem alternativas, a não ser especular o que poderá acontecer amanhã.

Mais uma vez vemos o estado tendo o papel de aplicar remédios(dinheiro) paliativos para contornar os efeitos da crise, através do socorro a bancos, seguradoras, grandes empresas através de liberação de recursos ou de concordatas agendadas para reduzir seu impacto numa economia já tão frágil.

Não é meramente uma falta de recursos para investimentos que está acontecendo no momento como querem passar os governos desses paises, mas sim, uma superprodução de bens e uma falsa riqueza através de especulações. A escassez de dinheiro nas mãos dos trabalhadores, fruto da queda na renda real desses trabalhadores e a concentração nas mãos dos grandes detentores do capital que possibilita a geração da mais-valia produzida pelos trabalhadores.

No Brasil essa crise, que para muitos ainda é uma “marolinha”, há muito tempo se produz menos alimentos em detrimento à produção de etanol, soja, eucalipto, com isso a escassez elevou o preços de produtos como arroz e feijão. Multinacionais que empregam muitos trabalhadores num futuro próximo farão remessas de capital para suas matrizes e a redução da produção com a diminuição do consumo a nível mundial trará consigo o desemprego em massa, como já ocorre nos paises da Ásia e para quem não sabe como nossos governantes aqui esse fenômeno também já ocorre.

Essa configuração no Brasil tem um fator complicador, o governo já sinalizou várias vezes que são favoráveis à eliminação de relações de trabalho, e com elas, a de direitos adquiridos pelos trabalhadores e essa seria a oportunidade que eles esperavam para concretizar os desejos dos grandes empresários – sim eles encontram oportunidades em crises, pena que não há oportunidades aos trabalhadores apenas a única saída! – Alegam que a escassez de emprego é devido à carga elevada na contratação formal, um grande engodo.

Podemos afirmar que o governo federal tomou uma medida quase que suicida: vendo a produção, principalmente de veículos – principal empregadora da região sudeste – despencarem resolveu eliminar e/ou diminuir alíquotas de IPI desses produtos e de outros produtos de bens duráveis (da linha branca), passando a crise devido a redução da arrecadação para a área pública.

Mais uma vez o sistema capitalista mostra a humanidade sua face mais sinistra: concentração da riqueza, exploração desenfreada dos recursos naturais, segregação, barbárie e sua superação se mostra cada vez mais necessária. O fim desse modo de produção para o socialista precisa ser esclarecido de modo não terrorista como fazem muitos governos e suas mídias, pondo em estado de hipnose os trabalhadores para que possam obedecer aos seus comandos.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

CADA GOVERNO COM SUA "OBRA MODELO”

Esse termo “obra modelo” surgiu para definir que foram direcionados recursos, tecnologias e qualidade em sua construção além de vincular ao gestor que a construiu.

Se não me falhe a memória o precursor das “obras modelo” foi o ex-prefeito Ildon Marques/DEM, em seu primeiro mandato, que construiu o colégio Modelo – MADELENA DE CANOSSA – que seria o bom exemplo a ser seguido e construído por toda a cidade.
Na verdade essas obras modelos servem para direcionar o foco das más administrações, pois o que adianta um colégio, um hospital, uma praça, um posto de saúde modelo se é apenas um, num universo de necessidades em toda cidade, mas os políticos incompetentes transformam uma única obra como se fosse a redenção dos males da área atendida passando assim todo o mandato se referindo a essa maravilha da gestão.

Em outros governos também tem sua obra modelo que caracteriza sua gestão, basta lembrarmos da Praça de Fátima e o colégio Eliza Nunes construída na gestão Jomar Fernandes/PT.

Deveremos ver surgir nessa gestão tucana de Madeira/PSDB também uma obra modelo que dará o tom do “sucesso” de sua passagem e/ou permanência à frente da gestão, caso saia do papel, a revitalização do centro comercial (Avenidas Getúlio Vargas e Dorgival Pinheiro – o perímetro e o valor da obra eu ainda não sei), só se sabe que o perímetro comercial será “um dos mais bonitos”.

Tenho “cutucado” alguns eleitores do prefeito fazendo uma critica ao investimento que será empregado nas ruas - mesmo com asfalto de péssima qualidade e calçadas sem padronização, ao nosso ver não seria a prioridade sabendo que temos ruas, bairros sem acesso, iluminação, escolas saneamento básico - mesmo assim eles apóiam o investimento prometido.

A enquete que está no ar no site www.transparenciaimperatriz.blogspot.com continuará recebendo os votos do que dentre as necessidades qual é a de maior prioridade, infelizmente, os trabalhadores da periferia não tem acesso à internet – já não tem acesso a tantas coisas como o uma ponte ou uma rua que lhe dé acesso a chegar ao trabalho – para opinar. O espaço é democrático, mais não democrática deles pois se fossemos identificar que esta votando o resultado seria inversamente proporcional aos contribuintes que pagaram IPTU depois da campanha terrorista da administração.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

MÉTODO DE PESQUISA MARXIANO

Ao assistir um vídeo de um curso de pós-graduação produzido pela coordenação do curso de comunicação social da universidade do Pernambuco, ministrado pelo professor José Paulo Netto – COMUNISTA – que versa sobre o método de pesquisa de Marx, “Método em Marx”.

O curso se resume na demonstração do processo de pesquisa que Marx desenvolveu para escrever o livro “O CAPITAL” e todos os outros textos que o antecederam. Embasava-se na escolha do “objeto” e na análise de todas as variantes que formou o “objeto” observado, chegando a conclusão de que após esse estudo o objeto era visto de uma maneira totalmente diferente da primeira. E se o ciclo se repetisse, dependendo do contexto apresentado, o objeto teria uma outra perspectiva.

Resolvi dentro me minhas limitações acadêmicas, a observar um “objeto” e fazer uma análise semelhante. Acabei me surpreendendo com o resultado, isso sem muita pesquisa, imaginem o potencial que tem o intelecto dos homens, claro os que usam 5% de sua cabeça animal.

Então vejamos, dependemos dos veículos de comunicação (TV, rádios, Blogs, jornais etc) para a divulgação de informação de nossa realidade – Imperatriz, região e maranhão – a grande parte da informação desses veículos seria uma replica reproduzida inicialmente em um e aproveitada por outro, vice-versa, então chegamos a alguns questionamentos:

a) A quem verdadeiramente serve a informação apresentada?

b) Pra que manter um outro canal de comunicação se em todos os outros encontrarei a mesma informação?

c) Por que não posso ter opinião própria?

Pesquisei na internet todos os sites (portais, blogs, jornais online etc) que contivesse informações (noticias) sobre nosso estado. Para minha decepção constatei que grande parte das notícias em evidência estava sendo replicada em outros “endereços”, nem se quer uma breve analise dos mantenedores dessas fontes de comunicação havia feito um verdadeiro “CTRL + C” [copiar] e “CTRL + V” [colar] – a cola na era digital, pior muitos desses portais tem como seus mantenedores profissionais na área de comunicação ou qualquer um que reivindique como tal.

Outro fator estarrecedor é o fato das replicações em sua grande maioria são de noticias – que podem até nos interessar – mas não reflete a necessidade de nossa região em fazer circular as informações para conhecermos a cada dia mais nosso povo.

Tudo isso demonstra a progressiva desqualificação dos meios de produção de pesquisa e de conhecimento de nosso estado – mais não tenho a esperança de que isso não se repita em outros estados – através da educação voltada para o atendimento aos interesses do mercado profissional – àqueles que são ungidos com tal – e de uma falta de incentivo à produção de novos conhecimentos.

Quem conseguir romper essa barreira, produzindo informações para um mercado carente do alto conhecimento se sobressairá aos veículos conservadores que não pensam na informação como um meio do crescimento de uma comunidade, e sim, em uma informação mercantil que atenda a necessidade a quem interessa produzir.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

CONTRIBUIÇÃO AO DEBATE: EDUCAÇÃO DE IMPERATRIZ

Um post muito interessante postado recentemente no blog do professor Casa Nova (NÚMEROS DA EDUCAÇÃO EM IMPERATRIZ) trás a compilação de dados referentes ao numero habitantes por número de alunos matriculados na rede de ensino municipal, os dados constataram que Imperatriz, mesmo sendo a segunda maior cidade do estado – em número de habitantes – fica muito atrás no que se refere à proporção habitantes/matriculas. Vale a pena ler e questionar os principais motivos desses resultados.

Conforme passei ao professor, nós também havíamos levantados dados referente à área de educação - base para a elaboração da proposta do candidato do PSOL nas eleições de 2008 - analisando as condições físicas e administrativas das mesmas. Percebemos que a rede pública municipal de ensino fundamental ao longo das administrações vinham sendo privatizadas através dos convênios feitos pela prefeitura e prédios privados - inclusive corpo administrativo - para suprir a falta de investimento dos gestores.

Ao assumir a pasta de Educação o então secretário municipal de educação, Zeziel Ribeiro, deu entrevista a um veículo de comunicação afirmando o que falávamos durante a campanha: da atual privatização da rede publica de ensino, das 119 escolas apenas 38 eram prédios do município. Dos prédios das escolas a grande maioria não atende mais as necessidades para o ensino: salas sem ventilação e iluminação, quadros em péssimas condições, até escola subterrânea existe Escola Santa Rita (Rua Bila Dutra - Boca da Mata).

Conhecer a realidade da educação é o primeiro passo para encontrar soluções e prioridades, então, a análise do professor dá dados úteis a quem quer discutir e colaborar para a definição dessas prioridades.

sábado, 31 de outubro de 2009

PEQUENO TRECHO

video

Essa é uma versão feita por uma banda de rock do Instituto Federal de Imperatriz, que foi usado num clip durante a capanha eleitoral de 2008.

Estamos produzindo um clip da versão original na versão forró pé de serra, é só aguardar"

APAC INAUGURA ESCRITÓRIO EM IMPERATRIZ


A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados-APAC de Imperatriz se prepara para inaugurar escritório da instituição na rua Leôncio Pires Dourado, 1098-B (Praça da Bíblia ao lado da rádio Missão FM), nesta quarta-feira dia 04/11 as 19:30 h.

A APAC já funciona há mais de 30 anos. Sendo criada em São José dos Campos, encontrou um terreno fértil no estado de Minas Gerais, onde é coordenada pelo Tribunal de Justiça do Estado através do Projeto "Novos Rumos na Execução Penal" e tem principal parceiro o governo do Estado e a sociedade civil. No referido estado a APAC está presente em mais de 250 municípios mineiros, sendo que há 20 anos inaugurou em Itaúna o primeiro presídio do mundo construído com a participação total da sociedade, e o primeiro do mundo que funciona sem a presença de polícia e onde o índice de reintegração social de presidiários alcança 91% de recuperados. Ou seja de cada 100 presos que cumprem pena nos CRS da APAC, 91 saem sem retornar. A metodologia APAC também é usada pela Prison Fellowship Internacional - PFI, uma Federação Mundial de Prisões, que atua em mais de 120 paises, que já aplica a metodologia em mais de 30 países. Vale lembrar ainda que a PFI é um órgão que mantém status categoria lll na Organização das Nações Unidas - ONU, para prevenção da criminalidade.

Em Imperatriz sobre a presidência do pastor Walmir Nogueira da Silva, a APAC vem se estruturando para fazer este belo trabalho. Para este evento ele conta com a participação de todos os Imperatrizenses, uma vez que a APAC é uma parceira da Justiça na recuperação do preso, no socorro a vítima, na promoção da Justiça e na proteção da sociedade.

Pr. Walmir Nogueira
Presidente da APAC

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

POEMA: "O PARTIDO"

Os proletários, os burgueses
Nos salões de convenções eles, cetins, finece, fêmias, lucro, hipocrisia;
Nos sindicatos nós, fraternos, despojados, companheiras, colchões no chão, simplicidade.
Nós somos milhões, eles milhares tão somente.

De nossas mãos os campos cultivados a vizinhança dos astros,
Rosas perfumando a manhã, a natureza domada.
Deles, esses frutos de nosso sangue.
Dói muito o seio magro da mãe, o jovem de rugas funda, os indescritíveis olhos sem aurora.

Primeiro congresso, Marx, Lênin, Guevara.
E as estrelas testemunham, eu ti vejo regata audaz:
O rio caldal engolindo a podridão, fecundando a terra, construindo a vida.
E em ti navegará continental e poderoso um barco imenso de flores e de pão.

Luiz Fortini

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

IMPERATRIZ ‘PUJANTE’, IMPERATRIZ ‘AGONIZANTE’

Como podem existir duas Imperatriz? Simples, depende de qual ponto de vista quer se ver. Num ano de eleição os políticos em geral vêem Imperatriz e região como pujante, uma cidade com oportunidades para todos e que sua administração fará emergir toda essa pujança. Após o sucesso nas urnas o discurso muda de figura. Vamos parar pra pensar! Por que o otimismo e o discurso desses políticos mudam conforme o seu status?

Durante o período eleitoral precisa demonstrar à população que tem a solução mágica para todos os problemas e demandas já tão conhecida por todos: saúde e educação precária, ruas esburacadas, falta de segurança e emprego, economia estagnada, serviços públicos de má qualidade. Durante este período eleitoral alem de posar como o “salvador da pátria” geralmente tem o poder econômico, “dinheiro vivo”, para demonstra este poder celestial. Num segundo momento, após o sucesso da campanha promovido por um derrame de dinheiro e empossado no cargo o discurso muda: “Assumi um prefeitura ‘quebrada’, cheia de dividas, não poderia cumprir o que prometi, pois faltam recursos e o culpado são as administrações passadas e o povo, que não paga os impostos, e sem arrecadação não posso cumprir o que prometi”.

Parece um relato da atual administração municipal, mais não é. È de todas as administrações conseguidas através do subterfúgio de uma Imperatriz pujante. Temos que cair na real, consultar os trabalhadores, desempregados e os empresários que andam na “corda bamba”, no “fio da navalha” para manter seus negócios e os seus funcionários devido a inoperância dos administradores que passaram pelo poder – ou estão - executivo e legislativo municipal.

A inoperância do poder executivo aliado à subserviência do poder legislativo leva a atual situação da segunda maior cidade do maranhão. Um poder executivo que não encontra uma oposição no legislativo passa a se acomodar. Mais esse acompanhamento da gestão não pode ser confundido com as ações realizadas pelo “esquadrão da moda” da atual legislatura que para se manter na mídia como cumpridores do seu papel aparecem fiscalizando isso e aquilo, mas na prática, o verdadeiro papel de legislar está vinculado ao interesses do prefeito.

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Esquadrão da moda
Ratos do Capitalismo

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

RESPONDA: QUAL A PRIORIDADE?

Ao visitar os blogs de Imperatriz me deparei com uma matéria no blog do Secretário de Comunicação, Elson Araújo, que informa sobre o certame que pavimentará a avenida Dorgival Pinheiro de Souza e da Getúlio Vargas, obras da Prefeitura de Imperatriz. Fiz a solicitação do valor da obra através de um comentário da matéria.

Essa informação ficou martelando na minha cabeça, então resolvi saber dos internautas o que eles acham do projeto através de uma enquete que publiquei do blog TRANSPARÊNCIA IMPERATRIZ, a enquete pergunta:

DAS GRANDES NECESSIDADES DE IMPERATRIZ, PARA VOCÊ QUAL É A PRIORIDADE NÚMERO 1?
Pontes sobre riachos;
Saneamento básico;
Piçarramento de ruas;
Galeria: Feirinha do Bom Sucesso;
Const. de Postos de Saúde;
Const. de Escolas;
Revitalização: Av. Dorg. Pineheiro;

Outras perguntas que só o tempo vai responder:
O inicio da obra se dará logo no período de maior movimento do comercio, festas de fim de ano?
A padronização das calçadas será custeada 100% com os recursos públicos?
Como ficará o comércio informal após essa revitalização?

GUERRA DOS MUNDOS

Vender o "paraíso" escondendo o "inferno" é uma tática comum na propaganda e na política. Recentemente o Brasil foi escolhido como sede dos jogos olímpicos de 2016, que será no Rio de Janeiro, depois de uma bem elaborada peça publicitária que mostra as belezas da natureza, da fisionomia anatômica das cariocas, aterro do flamengo, das praticas de esportes (futebol) nas praias ou no campinho de várzea nas favelas gravadas nos intervalos de outra prática “esportiva” entre policiais e traficantes (tiro ao alvo).

Estive em 2007 no Rio de Janeiro e percebi o mesmo sentimento de banalização da violência - dada as especificidades e a devida proporção - que vemos aqui nas cidades da região nordeste. Lá o maior mal para os moradores não é o trafico de drogas nem o regime ditatorial dos traficantes, pois é vendido aos trabalhadores dessas comunidades uma "segurança" na qual o estado não se importou e, a figura do estado que entra fardado e o veiculo blindado apelidado de "caveirão" é mais temido do que o tráfico, pois os moradores sabem que ao saírem ficará na comunidade um rastro de cadáveres e sangue de seus moradores postos na condição habitantes de um mundo paralelo, que deve ser exterminado para que não invadam o mundo do asfalto.

A segregação social, econômica, geográfica e étnica que encontramos no Rio é uma conseqüência inerente do sistema de produção concentradora da riqueza produzida, somando se a isso, a uma política de estado que prioriza determinadas classes sociais mais elevadas, pois são elas que detêm as formas necessárias para a formação de opinião para a grande massa que muitas das vezes aceitam a justificativa de que os mesmos benefícios não chegaram ainda a eles devido a falta de dinheiro e não que eles serão as ultimas das prioridades desses governantes.

Há entre esses mundos um fator que os unifica, é a promiscuidade sexual, tanto faz nas favelas com os bailes Funks quanto no asfalto em boates do centro da cidade. Essa promiscuidade é conflitante, enquanto os meios de comunicação tentam criminalizar esses bailes Funk típicos do subúrbio carioca essa mesma promiscuidade promovida na alta sociedade carioca é tratada por outro prisma por esses mesmos meios de comunicação.

Quantas vezes não se viu em matérias jornalísticas, chacinas, arrastões, briga entre traficantes, combate entre policia e traficantes do morro – como se todos do morro fossem traficantes -, quantas vezes não se viu ter que pedir permissão aos ditadores do tráfico para que se adentre ao morro? Essas e outras situações demonstram o “buraco negro” que se tornou as grandes cidades.
As drogas é apenas um dos promotores dessa divisão de mundo e/ou sociedade, a falta de políticas públicas promovidas à classe trabalhadora criam zonas proibidas, sejam condomínios de luxo ou favelas urbanas, onde um ou o outro não pode “invadir” o espaço.

A sociedade precisa refletir sobre ela própria, observar que enquanto o discurso é de inclusão, seja social, digital, etc as práticas efetivas são de exclusão. Para os reacionários a justificativa estaria na teoria de Charles Darwin “Seleção Natural”, para mim, é a personalização estatal e capitalista do método de limpeza étnica promovida por Adolf Hitler.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

II CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA

Iniciar um relato do que foi a conferencia do inicio ao fim é muito complicado, devido aos acontecimentos que finalizam o evento, plenária de aprovação das propostas e “escolha” de representantes. Mesmo assim vamos tentar relatar, mais ou menos, o que foi a conferencia.

A abertura foi realizada no teatro com uma apresentação prévia do grupo de capoeira N’golo à solenidade de abertura oficial. Já dentro do teatro superado alguns contratempos e/ou gafes os organizadores junto com a mestra de cerimônia Lilia Diniz conduziram bem as formalidades iniciais. Não fiquei para o “boca-livre” mais soube que foi muito bom, com a participação de artistas do OCUPARTE e outros que se apresentaram durante o coquetel promovido.

Na manhã de sábado, já na UFMA, o dia iniciou com um café da manhã com muita “fartura”, música ao vivo e o desfile de autoridades do município como o secretário de comunicação e o prefeito municipal. Após todos forrarem o estômago, seguimos a programação com as discussões nos grupos temáticos: Diversidade Cultural, Cultura e Cidadania, Cultura e desenvolvimento, Cultura e economia e Sistema de Gestão da Cultura.

O grupo do qual fiz parte – Sistema de Gestão da Cultura - indicou quatro propostas para o poder público municipal, duas para o estado e duas para a esfera federal; são elas:

Municipal:
- Vinculação compulsória do percentual de 5% das receitas próprias do município para financiamento da função de Cultura;
- Redução de 50% sobre a alíquota do ISSQN sobre a prestação de serviços referente a manifestações culturais especificados na lista de serviço do município;
- Criação de um pagina de internet da fundação cultural para divulgação de editais, relatórios e pareceres do conselho de cultura e prestação de contas do fundo municipal de cultura;
- Indicar aos vereadores que invistam no mínimo 0,5% anual dos repasses recebidos pela câmara municipal para serem gastos em despesas com promoção cultural.

Estadual:
- Criação de um instituto a fim de mapear todas as manifestações culturais do estado e incentivar pesquisas na área de cultura pelas instituições de ensino superior no estado;
- Elaboração de editais regionalizados, para atender todas as manifestações culturais do estado;

Federal:
- Garantir nos meios de comunicação nacional a vinculação – em horário nobre - de peças publicitárias divulgando as manifestações culturais de cada cidade do pais. Similar ao horário reservado aos partidos políticos.
- Criação de uma taxa única anual para os registros de direitos autorais;

Após o almoço servido nas dependências da Secretaria de Saúde os participantes foram para o auditório da secretaria para iniciar a provação das propostas pela plenária, foi ai que o negócio desandou, após duas horas de muitas indefinições e falta de gerência da mesa foi dado um intervalo para que todos acalmassem os ânimos. Foi uma tática sábia, após esse intervalo a votação fluiu dentro do esperado, com aprovação de boas propostas elaboradas pelos GT’s e outras – na minha avaliação – não muito boas para a classe da cultura, mas ótima para a gestão que terá o endosso da conferência para inchar a máquina pública com mais uma secretaria e tudo mais que vem com ela – em minha opinião essa será a única proposta a ser acatada pelo gestor municipal.

Passado essa fase chegou hora da vaca desconhecer o bezerro, a hora de escolha de representantes para a conferencia estadual e para o conselho municipal de cultura. Todos sabem que geralmente há mais candidatos do que vagas, mais a manobra de pessoas de má fé e experiente em se eleger, usou uma sugestão dos organizadores de indicação de delegados por seguimentos para justificar a exclusão do movimento OCUPARTE da disputa de uma vaga. Disputa essa que a meu ver não houve, ai é que está a manipulação.

No momento de divisão em seguimentos foi aprovado por todos, mesmo assim não se poderia vetar aqueles que resolvessem se organizar em separado, pois todos pensavam que os nomes iriam à disputa e/ou votação entre esses seguimentos, caso houvesse mais candidatos do que vagas, como houve. A plenária ingênua acatou a argumentação da delegada eleita por um grupo (seguimento) de 6 presentes e a mesa confirmou a exclusão do OCUPARTE que tinha 15 militantes reivindicando a possibilidade de irem à disputa e votação da plenária.

Mesmo que não aceitasse o agrupamento OCUPARTE, também não se justificaria o seguimento movimentos populares – enquadrando ai o OCUPARTE - com cerca de 30 pessoas terem direito de indicar apenas um nome enquanto que a pivô – já garantida como delegada – conseguiu seu único e exclusivo intento, a exclusão dos militantes do OCUPARTE, e o mais irônico de tudo isso, ela e sua “entidade de uma pessoa só” fez parte do movimento outrora.

Esquecendo tudo isso a conferência foi um sucesso em termos de discussões e propostas, caberá agora aos delegados e conselheiros eleitos fazerem jus aos cargos e buscarem junto ao poder público as soluções apontadas por cada participante da Conferência porque os militantes do OCUPARTE continuarão firmes com esse propósito.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

DEBATE IDEOLÓGICO II: PRIVATIZAÇÃO

Mais uma ótima intervenção para o debate ideológico feito por nosso “colaborador” Manuel L. Parreão Filho - como comentário no post “NOVO BLOG: TRANSPARÊNCIA IMPERATRIZ’ -, mas acho que se equivocou pois o texto se refere ao post “ASSIM NÃO VALE” que trousse um pequeno relato dos verdadeiros motivos da queixa do governo Lula/PT com os altos gastos com propaganda da empresa privatizada pelo doador FHC/PSDB.
Leiam o comentário completo aqui: Comentário Manoel L. Parreão Filho

Para iniciar, o presidente tão bem adjetivado pelo Manoel não é mais contra as privatizações, muito pelo contrário, hoje defende as mesmas políticas neoliberais iniciadas pelo governo entreguista do PSDB.

Alguns adjetivos poderiam ser dirigidos ao Manoel também, mais prefiro ajudá-lo a compreender o cenário no qual nossa estatal foi entregue à iniciativa privada, assim como foi a VALE DO RIO DOCE e muitas outras empresas estratégicas:

Durante muitos anos os técnicos brasileiros (geógrafos, geólogos, mineradores etc) se dedicaram às pesquisas dos “veios” que levassem a VALE DO RIO DOCE ser uma das maiores produtoras de minério de ferro do mundo. Essa fase é uma das mais penosas para toda empresa, a fase de investimentos, principalmente no que se refere a um local de exploração encravada na Amazônia, mas nossos bravos trabalhadores da então estatal mostraram tal competência e os encontraram com estimativa de exploração de mais de 50 anos.

O Tal crescimento exponencial citado por você não foi pelo motivo da privatização, e sim, pela riqueza natural que há em nosso território e pelo trabalho de nossos técnicos. Como você mesmo citou a VALE valia na época 4,9 bilhões – sem contar com os veios descobertos – e foi leiloada por FHC/PSDB por 3,2 bilhões. Sendo assim cai por terra sua justificativa de que só porque ela foi privatizada é que ela aumentou seu capital, o número de empregados ou a arrecadação de impostos. Com certeza prefiririamos ela estatal e sendo explorada de forma mais planejada e não da forma degradadora como vem sendo feito pelos ianks.

Você tem toda razão em afirmar que o governo LULA/PT “[...] Pressiona a Vale para atender a seus interesses. O governo olha para ela sob a ótica do oportunismo. É claro que, quando essa quadrilha olha para a Vale, enxerga possibilidades eleitorais que seu gigantesco programa de investimento pode trazer...”, mas omite a intenção de que a ação propagandista também é tendenciosa ao partido no qual doou ao capital internacional e agora querem retribuir o presente.

Antes de você ser um equivocado, entreguista, você é um reacionário e antipatriota ao afirmar que os brasileiros não têm capacidade de gerir nossas riquezas “O Brasil não pode aspirar a um papel de liderança mundial sem empresas globais. O país tem que se libertar das amarras estatais. O estado não tem condições técnicas, bem como moral para gerir nada. Infelizmente! [...]”, relacionar os trabalhadores ao governo traidor do PT e seus aliados coronelistas e oligarcas é uma grande ingenuidade sua, olhe pra trás e veja com quem o PSDB sempre estiveram defendendo os interesses burgueses (ricos).

Suas afirmações frágeis demonstram sua baixa-estima, quero ver você defender a VALE como faz agora quando a empresa sugar todo o minério do Brasil e se retirar do pais, deixando grande áreas degradadas e seus filhos e netos sem emprego e sem riqueza natural para usufruírem. Meus “tico e teco” funcionam melhor que os seus neurônios programados pela ideologia dominante que você tenta fazer parte, bajulando com todas as suas forças.