sábado, 20 de junho de 2015

TAMBORES ECOARAM NA UFMA

cartaz de convite para a noite de tambores na UFMA em ImperatrizNa noite de sexta-feira, 19/06, toda a UFMA foi tomada pelo som dos tambores com ritmos africanos na “Noite dos Tambores: valorização da Herança africana e combate ao preconceito religioso!”. O evento promovido pelo comando de greve da UFMA contou com a participação de representantes da religião de matriz africana: Tendas São Francis e Santa Barbara fizeram uma demonstração dos ritos nos terreiros de umbanda. Vale ressaltar que a principal forma de transmissão dessa tradição (cantos, ritos, vestuário, etc.) é via oralidade, Mãe Nenzinha abriu os trabalhos entoando os primeiros cânticos enquanto seus “filhos” rodopiavam e cantavam em torno da gira.

Há muito tempo os professores que pesquisam sobre o sincretismo religioso demonstravam interesse em trazer para dentro dos muros da universidade uma apresentação como essa, e o momento de mobilização de greve criou as condições ideais para isso.

Na maioria do tempo os espaços da UFMA os cristãos (católicos e evangélicos) dominam com louvores e cultos o espaço universitário, que deve ser ocupado por todos, independente de denominações religiosas, credos, etnias, etc. E foi com essa perspectiva que levou a organização do evento.

Apesar de ter sido uma ótima oportunidade para quem se diz um estudante/universitários vivenciassem a expressão de uma cultura diferente da qual estão acostumados de ver no cotidiano. Infelizmente, muitos bloqueados pelo preconceito, fanatismo e intolerância religiosa viu a apresentação como uma “profanação” do espaço que outrora era ocupado, majoritariamente, por eles.

O simbolismo da ocupação na noite de sexta-feira vai rondar por um bom tempo assim como o toar dos tambores nos ouvidos atentos do que prestigiaram as apresentações e também daqueles que tentaram a todo instante bloqueá-los, sem êxito.

Em seu face o professor mestre em história, Salvador Tavares, escreve: "[...] O combate a intolerância religiosa, ao preconceito e racismo faz parte da missão de uma universidade comprometida com a sociedade. Respeitar e valorizar as comunidades tradicionais e seus conhecimentos também. Axé a todas e todos que estavam presentes.”


Com muito axé, saravá, e bênçãos dos orixás todos os presentes agradeceram pela disposição da presença e se despediram com o deseja de organizar uma nova apresentação.
Crédito das filmagens é de José Carlos e Carlos Lucena

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