sexta-feira, 22 de março de 2013

CÂMARA DE VEREADORES: TRÊS MESES DE PICADEIRO

Passados quase três meses de 2013 e 15 sessões ordinárias (15 dias de “trabalho”, - 2 audiências públicas - ) e desembolsados R$631.323,00 dos cofres públicos para o pagamento apenas dos subsídios dos edis, vamos a algumas estatísticas do “custo benefício”:

Tivemos 119 indicações (pedidos) dos mais variados tipos ao poder executivo principalmente para as secretarias de Infraestrutura, saúde e Educação. Pedidos de asfaltamento de vias, drenagem, construção de um posto de saúde (indicado até o endereço específico, na Rua 17, em frente à Escola Guilherme Dourado), construção e reforma de postos de saúde, de escolas e quadras poliesportivas.

Houve também 8 projetos que vão desde o que dá direito à quem aniversaria ter direito a folga, aumento de salários de servidores, mudança de nome da sala de imprensa e de incentivo à leitura.

Até parece que para realizar o trabalho de pedir (indicar) a população precisaria manter uma pessoa trabalhando 3 dias por semana em 3 horas, recebendo os valores que eles recebem. Os trabalhadores da periferia passam 24 horas, 365 dias por ano, durante suas vidas todas pedindo e o resultado é o mesmo da função dos vereadores, o prefeito está se lixando para os pedidos, só atende alguns quando há possibilidade de ganhar algo em troca, voto, pra ele ou pra quem é o seu apadrinhado.

Mas como os que estão lá são os “representantes do povo”, “conhecedores dos caminhos” “capacitados” fica ainda mais feio o papel de bobos da corte do poder executivo. Nenhuma dessas indicações têm si quer um embasamento no orçamento público municipal, alias aprovado sem que eles tenham conhecimento, se sabe até que vereadores assinam documento sem ler, olha que têm até diploma superior! Prestação de contas pra eles é um monte de números e letras e fotos numa apresentação em data show para ser assistido, quando comparecem a esse momento “sublime” da administração pública.

Essa é a continuação do parlamento burguês, não importa se hoje há oposição, se os que aderem ao parlamento burguês aceitam suas regras, seus decoros, seus jogos de discursos vazios para um plenário vazio e sem voz. Viva a democracia dos ricos.

Um comentário:

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  1. Concordo Wlison! Muito pertinente a sua colocação. Profº Stenio José.

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